logo

Setor automotivo foca em atrair jovens e talentos 50+ perdem espaço

Apenas 5% das empresas têm metas para contratação de profissionais sênior, enquanto 40% têm metas para atrair jovens aprendizes
Author image

Natália Scarabotto

21 dez 2021

2 minutos de leitura

Imagem de Destaque

Dos baby boomers até a geração Z, o setor automotivo reúne profissionais de todas as faixas etárias, mas em proporções muito diferentes. Com foco em inovação e tecnologia, as empresas fortalecem programas de entrada para jovens, enquanto os profissionais 50+ perdem espaço. Segundo o estudo Diversidade no Setor Automotivo 2021, realizado por Automotive Business com coordenação técnica de MHD Consultoria, apenas 17% dos colaboradores do setor têm mais de 50 anos. O gênero masculino é predominante nessa idade: 12% nessa faixa etária, enquanto as mulheres são 5%.


Este texto integra o especial Diversidade no Setor Automotivo

VEJA TAMBÉM:

> Baixe aqui o relatório Diversidade no Setor Automotivo 2021
> Presença de profissionais negros no setor automotivo cresce 138% em dois anos
Empresas se esforçam, mas presença feminina no setor automotivo não cresce desde 2017
Empresas automotivas têm dificuldade para ampliar inclusão de pessoas com deficiência
População LGBTI+ é a que menos recebe atenção do setor automotivo


O setor é formado majoritariamente por millenials (geração Y), idade também com maior equidade entre os gêneros. Na faixa etária entre 31 a 40 anos, os homens são 37% e as mulheres, 36%. Dos colaboradores entre 21 a 30 anos as mulheres são 31%, enquanto os homens representam 20%. Os jovens de até 20 anos representam 9% do setor, considerando ambos os gêneros.

Quando considerado o tempo de casa, a maior parte dos colaboradores, de ambos os gêneros, fica até 5 anos na mesma empresa. Acima dos 10 anos de casa há maior retenção do gênero masculino.

Para estimular a troca de conhecimento e a inclusão dos mais jovens até os sêniors, 41% das organizações contam com ações pontuais para o eixo gerações, e 28% com programas estruturados. A maior parte desses programas é voltada para atração de jovens talentos, por vezes com foco em diversidade, para cargos de jovem aprendiz, estágio ou trainee. Cerca de 40% das empresas têm metas para contratação de jovens aprendizes, número que encolheu em comparação com os 56% levantado pelo estudo na edição de 2019. 

Os profissionais sêniors estão ficando de lado. Apenas 5% das empresas têm diretrizes para a inclusão de talentos 50+. 

O estudo aponta ainda outro alerta no eixo gerações: o desenvolvimento de ações para grupos distintos de jovens e de talentos 50+ na pandemia. O período impactou negativamente ambos os grupos, mas parte dos profissionais com mais de 50 anos tornaram-se mais vulneráveis por serem parte do grupo de risco da Covid-19, além de terem mais dificuldade no uso de tecnologias durante o período de trabalho home office.