O segmento que atende a produção de veículos leves está mais próximo da normalidade com a retomada da produção. Já as empresas que abastecem as fábricas de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas ainda devem passar por momentos difíceis em direção a tempos melhores. “Nesse caso, podem acontecer mais férias coletivas ou até afastamento dos trabalhadores por algum tempo” – reconhece Paulo Butori, presidente do Sindipeças.
O executivo atribui à redução do IPI o número ‘pequeno’ de dispensas no setor. “Se o governo não tivesse adotado a medida, certamente o número de dispensas teria sido o dobro” – adverte. Ele calcula que o incentivo do governo permitiu elevar as vendas em pelo menos 75 mil unidades no primeiro bimestre, elevando a atividade do setor e preservando empregos.
A ociosidade no setor de autopeças, que era de 8% em outubro do ano passado, passou para 30% em janeiro, 27% em fevereiro e deve fechar março em 20%.