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Automec

Setor de autopeças toma fôlego no aftermarket

Giovanna Riato, AB
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Giovanna Riato

12 abr 2011

2 minutos de leitura

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A Automec dos veículos leves começou nesta terça-feira, 12, em São Paulo. A mostra está 18% maior em espaço na comparação com a edição de 2009 e espera 70 mil visitantes. O pavilhão dedicado aos expositores chineses traz 130 empresas que ocupam mais de 6% do pavilhão. Apesar do número ser pequeno, a China já é o segundo local da origem das companhias que participam do evento.

A expressiva participação das companhias asiáticas destoa do discurso de abertura da exposição, que contou com a presença das entidades que integram o Grupo de Manutenção Automotiva (GMA) e de José Aníbal, secretário de Energia do Estado de São Paulo. “Há alguns desequilíbrios no setor que cedo ou tarde exigirão uma grande reflexão”, declarou Aníbal, destacando as dificuldades que a indústria nacional enfrenta.

Apesar da falta de competitividade que fabricantes de autopeças enfrentam para exportar, o mercado interno tem se mostrado um terreno cada vez mais fértil para novos negócios. Houve aumento de 24,7% no faturamento da reparação automotiva em 2010, para R$ 29,3 bilhões, o melhor número em seis anos.

O Sindirepa, entidade que representa as oficinas, aponta que o avanço foi motivado pelo crescimento médio anual de 7,5% da frota do País e também pela mudança de hábito dos motoristas, que já demonstram mais cuidados na manutenção dos veículos. A maior influência para esta mudança está nas novas legislações, como a inspeção veicular de emissões de poluentes, obrigatória em São Paulo, onde está concentrada 22% da frota nacional.

“A reparação automotiva já emprega cerca de 1 milhão de profissionais”, aponta Antonio Fiola, presidente do Sindirepa. O GMA calcula que existam 92.100 oficinas espalhadas pelo Brasil. Segundo a entidade, o aftermarket corresponde a 14,6% dos negócios da indústria de autopeças, com faturamento de R$ 12,6 bilhões.

A Magneti Marelli colhe bons resultados da expansão do setor. A empresa tem no Brasil o seu principal mercado para a reposição automotiva. “O aftermarket é estratégico, queremos continuar investindo”, afirmou Eliana Giannoccaro, presidente da divisão Aftermarket da Magneti Marelli. O Mercosul corresponde a metade do faturamento global da companhia no segmento, com cerca de 135 milhões. O Brasil é responsável por mais de 90% deste total.