
“A crise econômica prejudicou o desempenho dos nossos principais consumidores, como a indústria de transportes, no primeiro semestre. Mas a economia como um todo se recuperou nos últimos meses e puxou para cima as nossas vendas”, explicou Gilmar Lima, presidente da Associação Brasileira de Materiais Compósitos.
Segundo a entidade, a demanda por materiais compósitos aumentou 28% no segundo semestre em comparação ao primeiro, totalizando 102.000 toneladas. O número de empregos recuou 0,3%, com um total de 71.300 postos.
Entre os principais segmentos consumidores, a construção civil reassumiu a liderança perdida no ano passado para a indústria de transportes e respondeu por 46% do total transformado. O mercado de energia, cujo maior representante é a eólica, ficou em segundo lugar, com 31%. As montadoras, sobretudo as que fabricam ônibus, caminhões e veículos agrícolas, caíram para a terceira posição do ranking, com participação de 12%.
Sob o ponto de vista do faturamento o setor de transportes ficou em primeiro lugar, com 33%, graças ao maior valor agregado das peças usadas em veículos, como pára-choques e capôs.
As tecnologias manuais (hand lay-up e spray-up) continuam sendo as que mais consomem matérias-primas, com 52% do total, seguidas por infusão (27%), RTM (11%) e enrolamento filamentar (3%).
Ainda que o volume total consumido de 182 mil toneladas evidencie um recuo de cerca de 1% sobre o ano passado, Lima considera positivo o desempenho. “Crescer em receita com um consumo menor significa gerar produtos de maior valor agregado e com mais tecnologia. Vale lembrar também que viemos de uma taxa recorde de crescimento em 2008 de 13,3%. Ao contrário de outros segmentos, não voltamos aos patamares de dois ou três anos atrás”, observa.
A Abmaco projeta crescimento de 3% para o faturamento do setor de compósitos em 2010, totalizando R$ 2,3 bilhões, enquanto o número de empregos deve subir para 72.100.
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