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Agência Estado
A indústria produtora de implementos rodoviários revisou para baixo suas estimativas de crescimento para este ano, apesar do aumento de 21% nas vendas registrado de janeiro a maio, em comparação com o mesmo período do ano passado. Anteriormente, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) estimava um crescimento entre 4,5% e 5% nas vendas do setor em 2011, mas agora prevê que o desempenho será menor.
A nova estimativa é resultado das mudanças no financiamento oferecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que passaram a valer em 1º de abril. A Anfir não apresentou uma nova projeção, apenas informou que o crescimento deve ser inferior ao esperado.
O BNDES prorrogou o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) – que financia a aquisição de máquinas, equipamentos e veículos e que se encerraria em março – para até o fim do ano. Mas em 1º de abril o PSI passou a vigorar com novas regras, o que inclui taxas de juros mais altas e a diminuição do porcentual financiado – antes, ele chegava a 100% do valor do bem e, atualmente, dependendo do caso, ele é de 70%. “Essa alteração será sentida no setor porque nossos produtos são bens de capital – portanto, comercializados dentro da estratégia de cada empresa. Qualquer aumento de custo é amortizado com o tempo e não imediatamente”, disse em nota Rafael Wolf Campos, presidente da Anfir.
O volume de reboques, semirreboques e carroceria sobre chassi licenciados ao mercado interno, de janeiro a maio de 2011, foi de 74.572 unidades, ante os 61.804 do mesmo período de 2010. De acordo com a Anfir, o ritmo acelerado de obras civis, ditado tanto pelos investimentos públicos quanto pelos negócios privados, sustentou esse crescimento. “Sem sombra de dúvida, a construção civil representa hoje a grande mola propulsora de negócios de implementos rodoviários, e isso exige do setor agilidade no atendimento”, afirmou Mario Rinaldi, diretor-executivo da Anfir.