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Setor de reboques e semirreboques teve melhor janeiro da história

Puxados principalmente pelo agronegócio, emplacamentos ultrapassaram as 7 mil unidades
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Redação AB

07 fev 2024

2 minutos de leitura

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O mercado de implementos rodoviários começa o ano de 2024 com bastante empolgação. Com 7.075 emplacamentos de reboques e semirreboques no primeiro mês do ano, o setor registrou o melhor janeiro da história.

Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir). As mais de 7 mil unidades vendidas representaram aumento de 8% na comparação com janeiro de 2023.


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O bom desempenho dos implementos rodoviários no começo do ano é creditado principalmente ao agronegócio. Segundo a entidade, as primeiras vendas no ano envolvem compras das empresas de logística que atendem ao setor agrícola para o transporte da safra.

Commodities alavancaram reboques e semirreboques em janeiro

O primeiro semestre tem colheitas importantes do agronegócio, como soja, milho e cana-de-açúcar. Tanto que as categorias que registraram maior crescimento na comparação ano a ano foram as de canavieiros (aumento de quase 470%) e de graneleiros (+53%).

“É um começo de ano bastante promissor para os negócios”, celebra José Carlos Spricigo, presidente da Anfir.

O otimismo do segmento de implementos rodoviários para 2024 é puxado também pelas perspectivas para a indústria. A associação acredita que as verbas destinadas ao PAC deverão impactar positivamente o setor.

Taxa de juros menor para salvar segmento de implementos leves

No varejo, a aposta é na baixa taxa de desemprego e no crescimento da renda média. “Temos um cenário interessante diante de nós que poderá beneficiar também o segmento leve”, acredita Spricigo.

Apesar do janeiro recorde para os reboques e semirreboques, o setor de leves (carrocerias sobre chassis) amargou queda no primeiro mês do ano. Foram 4.196 unidades em janeiro de 2024, 18% a menos que as vendas no mesmo mês do ano passado.

Como outros setores da indústria, a Anfir se junta ao coro da cobrança por taxas de juros menores

“É necessário criar condições que evitem o crescimento do endividamento, porque esse fato poderá impedir que a economia se movimente de forma saudável”, diz o executivo.