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Setor de reposição avança com expansão da frota

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cria

15 set 2011

5 minutos de leitura

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Redação AB

O setor de reposição automotiva deve continuar em ritmo de crescimento nos próximos anos para acompanhar a expansão da frota nacional, que deve atingir 50 milhões de veículos em circulação até 2015, segundo estimativas baseadas no levantamento do Sindipeças. Os principais desafios da reparação são a chegada de novas marcas ao País e a evolução tecnológica dos sistemas automotivos, que exige acesso cada vez maior a informações para a execução de reparos. Essas foram as principais conclusões do Seminário da Reposição Automotiva, realizado pelo GMA (Grupo de Manutenção Automotiva), em São Paulo, no dia 13 de setembro, que reuniu 500 participantes entre fabricantes de autopeças, distribuidores, lojistas e reparadores, além de dirigentes das entidades como Sindipeças, Sicap/Andap, Sincopeças-SP, Sindirepa-SP e IQA.

O mercado de peças de reposição tem registrado crescimento da ordem de 10% ao ano com o aumento da frota circulante nos últimos anos. Para 2011, a previsão é de manutenção do mesmo desempenho, com incremento de 10% com relação a 2010. Lideranças do setor foram unânimes ao afirmarem que o cenário é muito favorável.

Diferentemente de outros mercados, o Brasil ainda é um dos poucos países em que o setor de reposição automotiva independente detém 80% de participação na reparação dos veículos, enquanto nos Estados Unidos o índice é de 60% e na Alemanha, 40%. A preocupação é com as margens que estão cada vez mais baixas, mesmo com o mercado aquecido. Além desse fator, o setor vive um momento de transição, devido à chegada de novas marcas e também a constante evolução tecnológica, que gera maior complexidade na manutenção. Para enfrentar os novos desafios, todos os elos da cadeia precisam investir em capacitação profissional e melhoria de processos.

Nos painéis que participaram, os representantes da indústria de autopeças (Edson Brasil, Delphi; Alberto Rufini, TRW; e Douglas Lara, ZF Sachs) e da distribuição (José Carlos Di Sessa, Car Central; Rodrigo Carneiro, Distribuidora Automotiva; Ana Paula Mallussardi, Pacaembu Autopeças; e Antonio Carlos de Paula, Pellegrino Distribuidora de Autopeças) garantem que é possível atender a demanda que virá com o aumento dos modelos de veículos importados. Eles lembraram que o trabalho de logística aprimorado ao longo dos anos para ampliar o portfólio de produtos para a reparação garante o abastecimento de peças em todos os municípios do País.

Hoje, existem, no Brasil 38,5 mil lojas de autopeças e mais de 92 mil oficinas responsáveis pela manutenção de 80% da frota de veículos brasileira, estimada em 32,5 milhões, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Antônio Carlos Bento, coordenador GMA e conselheiro do Sindipeças, ressaltou que o dono do carro é o principal agente que move esse setor e, por isso, o reparador vive o momento da verdade, ficando à frente do consumidor final, e enfatizou a importância do envolvimento de todos os elos da cadeia para promover a capacitação desse profissional, garantindo a qualidade dos serviços de manutenção.

Certificação profissional

Com relação à qualificação da mão-de-obra do setor de reparação de veículos, o especialista em desenvolvimento industrial do Senai Nacional, Paulo Rech, proferiu palestra sobre a certificação profissional de acordo com a norma ABNT 15681, que trata da qualificação do mecânico, e explicou como funciona todo o processo que deve ser implementado em breve no País, como importante instrumento de avaliação e aprimoramento.

A certificação profissional seguirá os conceitos estabelecidos pela norma e avaliará se o mecânico está apto a fazer determinado reparo no veículo. “Com a eletrônica embarcada, surgem novos recursos tecnológicos a cada lançamento. Portanto, há necessidade do mecânico se especializar em várias áreas. Antigamente, a profissão exigia habilidade manual para troca de peças. Isso mudou, o mecânico é muito mais um técnico que necessita interpretar diagnósticos em scanners”, afirmou Rech.

O processo de certificação do mecânico terá validade ainda a ser definida e o profissional receberá uma carteirinha que identificará a sua especialização, assim como já ocorre em outras áreas da indústria, como na construção civil, por exemplo.

Ainda sobre a qualificação do reparador, o presidente do Sindirepa-SP, Antonio Fiola, falou da necessidade de aprimoramento técnico da mão-de-obra e investimento em equipamentos, fatores que levaram muitas oficinas a fechar a portas. Apesar de 92 mil empresas ainda ser um número expressivo, o setor de reparação tinha mais 140 mil oficinas há 11 anos. “Hoje, temos 500 modelos diferentes de veículos e a especialização é fundamental para atender a essa frota diversificada”, explicou Fiola.

Certificação das autopeças e inspeção veicular

Outro tema apresentado no evento pelo diretor de qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, foi a certificação de autopeças, conforme as portarias 301, 445, 78 e 156 que determinam a medida para vários componentes. O processo ainda está em fase de adequação e garantirá a inibição da entrada de produtos falsificados e sem procedência comprovada no País. Assim como as autopeças que colocam em risco a segurança dos veículos, o Brasil já possui mais de 192 mil tipos de produtos com selo do Inmetro.

Para falar sobre inspeção ambiental veicular foi convidado o engenheiro da Cetesb, Olímpio Álvares Jr. Ele também citou a inspeção técnica como forma de reduzir as mortes no trânsito e que o ideal seria implantar um único programa que englobasse emissões e itens de segurança. Porém, o projeto de lei que prevê a inspeção técnica está parado no Congresso aguardando aprovação. Enquanto isso, o programa de emissões, que é estadual, está avançando e deve ser concluído em 2012.