O objetivo é expor as dificuldades enfrentadas e apresentar propostas que, se adotadas, vão favorecer a competividade do segmento. O Inesfa defende a criação de políticas de incentivo à reciclagem da sucata ferrosa, como a renovação da frota em desuso (somente 1,5% desses veículos é reciclado no País).
Outro ponto a discutir é a desoneração dos tributos que incidem na folha de pagamento e se refletem na capacidade de geração de emprego. As recicladoras geram mais de 1,5 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos, segundo a Inesfa, que também pretende sugerir ao governo que as associadas tenham acesso a uma linha de crédito para compra de novas máquinas e equipamentos com recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
As empresas também se preocupam com a possibilidade de taxação da sucata exportada, que causaria prejuízo ao setor. O pedido de taxação foi feito no ano passado pelo Instituto Aço Brasil (IABr), que representa as usinas siderúrgicas, mas por enquanto ainda não houve decisão do governo. Segundo o instituto, o país é responsável por apenas 0,2% da exportação de sucata no mundo. Isso representa 3,5% em relação ao consumo interno e portanto não haveria motivo para incidência tributária a fim de controlar o mercado interno.