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Giovanna Riato, AB
Um dos paineis do Congresso SAE Brasil, que começou nesta terça-feira, 5, em São Paulo e vai até o dia 7, debateu as soluções para reduzir o consumo de combustível e o nível de emissões dos veículos leves.
Ruy Quadros, do Instituto de Geociência da Unicamp, apontou que, apesar do largo uso de
biocombustíveis, o Brasil está em quarto lugar entre os países com o maior volume de
emissões per capita. Junto com os outros Brics (grupo de emergentes que inclui
Brasil, Rússia, Índia e China), o País é responsável por 27,5% das emissões globais de gases do
efeito estufa.
O volume fica apenas um pouco atrás do emitido pelos Estados Unidos, União
Europeia e Japão, que fica em torno de 30%. O desmatamento e uso da terra, a queima de combustíveis para o transporte e a indústria são
os principais responsáveis pelo alto volume de emissões do País.
A Volkswagen apresentou no
evento algumas soluções para reduzir o consumo e, consequentemente, as emissões dos modelos
da linha Bluemotion. José Luiz Loureiro, gerente executivo da montadora, aponta que há
diversas maneiras de ganhar eficiência. “Todo mundo pensa que a economia está no motor mas
há outros conceitos que ajudam na redução, como a aerodinâmica”, aponta.
O executivo afirma que o investimento em aerodinâmica pode ser alto no início do projeto,
mas dispensa diversos outros ajustes depois. O Polo Bluemotion, comercializado no
Brasil na versão flex, utilizou, além da aerodinâmica, outros conceitos para ganhar eficiência.
O modelo teve a transmissão alongada, o que gerou uma economia entre 4% e 5% no consumo, o veículo também teve o peso reduzido em 28 kg com de rodas de liga leve e maior uso de plásticos. O pneu de baixa resistência também trouxe um ganho de 25% no rolamento com a mesma energia.
Augusto Dornelles, gerente de contas estratégicas da Dupont, destacou durante o painel que a companhia avança no desenvolvimento de plásticos de engenharia. “Globalmente os grandes países produtores de automóveis trabalham para atender a níveis cada vez mais rigorosos de emissões. O Brasil não pode ficar fora disso”, alerta. O desafio é chegar a materiais que combinem baixo peso com um preço acessível.
