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Setor enfrenta barreiras ao carro elétrico

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Giovanna Riato

28 mar 2011

4 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

Há tempos o setor automotivo anuncia a entrada na era do carro elétrico mas, pelo menos no Brasil, o avanço da tecnologia ainda é lento. A Ford foi uma das primeiras montadoras a dar um passo em direção à eletrificação. A montadora iniciou a venda do Fusion híbrido apesar do preço muito superior ao do modelo a combustão.

Eude Oliveira, especialista em eletrificação veicular da montadora para a América do Sul, afirma que uma das barreiras aos modelos está na homologação. “Que tipo de testes devemos utilizar? Não há normas definidas para estes veículos”, aponta. Outro entrave é o desenvolvimento, já que a engenharia destes carros exige que as empresas unam conhecimentos mecânicos e elétricos.

A especialista em baterias da CPQD, Maria de Fátima Rosalem, enxerga que o caminho para que os modelos elétricos avancem no Brasil é adquirir tecnologias desenvolvidas no exterior e aplicar na produção nacional. “Ainda não chegamos a uma tecnologia que reúna todas as qualidades: confiabilidade, desempenho, vida útil, peso e tempo de recarga reduzidos e preço razoável”, afirma.

Neste cenário, o Brasil ainda fica mais atrás porque tem estudos consolidados no desenvolvimento de baterias chumbo-ácido e não de lítio-íon, que é a tecnologia mais utilizada em veículos elétricos. Apesar disso, o País conta com a vantagem de deter reservas de Lítio, que já é motivo de corrida entre empresas interessadas em produzir baterias.


Infraestrutura

A infraestrutura, um dos pontos críticos da eletrificação veicular, pode não ser tão problemática quanto parece. Estudo da Itaipu aponta que seria necessário um aumento de apenas 0,32% no fornecimento de energia elétrica para atender ao abastecimento de 300 mil veículos no Brasil. “Falam que os elétricos exigirão uma carga muito grande mas isso não acontecerá do dia para a noite”, explica Marcelo Soares, engenheiro do projeto Veículo Elétrico da companhia.

Segundo ele, o fornecimento de energia cresce, em média, 5% ao ano no Brasil, o suficiente para atender um avanço vagaroso dos carros elétricos. Para os próximos 10 anos estão previsto investimentos de R$ 178 bilhões para ampliar o fornecimento de energia no País e atender ao crescimento econômico. O valor é suficiente para abastecer os veículos para um volume de até 5% da frota nacional.


Veículos

O Mitsubishi i-Miev é um dos modelos elétricos que tenta entrar no mercado nacional. O compacto elétrico participa de uma licitação para a compra de modelos elétricos pela prefeitura de São Paulo e pode ter as primeiras unidades comercializados no Brasil ainda neste ano. A montadora avalia também a produção local. “Caso haja demada nós poderemos montar aqui a partir de 2015”, revela Reinaldo Muratori, diretor de engenharia da marca.

o objetivo de nacionalizar a produção, mesmo que inicialmente apenas em regime CKD, é reduzir o preço, já que o compacto entra no Brasil pelo valor de um carro de luxo: R$ 200 mil. Além do custo de produção alto, a escalada do preço do automóvel ganha força com o imposto de importação de 35% e outras alíquotas brasileiras.

Mais uma marca que, apesar das dificuldades, acredita que o carro elétrico tem futuro certo no País é a General Motors. “Vamos direto para o veículo elétrico, sem passar pelo híbrido”, aposta Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia para a América do Sul. Segundo ele, o País ainda vai passar por um período de avanço tecnológico do motor flexível para iniciar a eletrificação.

A primeira experiência da GM com elétricos no Brasil acontecerá nos próximos meses, quando a montadora trará cerca de 15 unidades do Volt para demonstrações. A intenção é apresentar o modelo ao governo e empresas, estratégia que pode ser a principal porta de entrada para os modelos elétricos no Brasil.

Foto: Mitsubishi i-Miev.