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Setor sucroalcooleiro requer desenvolvimento tecnológico

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cria

27 mar 2012

4 minutos de leitura

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Agência Estado

O setor sucroalcooleiro precisa de uma injeção de recursos em inovação e desenvolvimento tecnológico, principalmente em variedades de cana-de-açúcar, se quiser elevar sua produtividade. O recado foi dado por executivos como o vice-presidente de açúcar e etanol da Raízen, Pedro Mizutani, e o presidente da Guarani, Jacyr Costa Filho, duas das principais produtoras do Brasil, durante o seminário internacional de açúcar e etanol da F.O. Licht.

Mizutani explica que depois que o setor chegou a registrar uma produtividade de até 90 toneladas de cana por hectare, hoje esse volume caiu para até 50 toneladas. “Não adianta o governo fazer sua parte se o setor não investir em desenvolvimento”, disse ele. O executivo da Raízen ressaltou que hoje o setor está investindo apenas R$ 0,10 por tonelada de cana em pesquisa e inovação por intermédio do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o que é muito pouco para que o setor volte a ter crescimento de produtividade.

Jacyr Costa Filho, da Guarani, lembrou que enquanto a cana brasileira perdeu produtividade, os produtores de açúcar de beterraba da Europa vêm conseguindo ganhos, com elevação de resultados de 12 toneladas por hectare para 16 toneladas por hectare. “Nos últimos dez anos, o setor deu um grande salto de crescimento de área plantada e produção. Agora é o momento de apostarmos em ganhos de produtividade”, diz.

Para Mizutani, o segmento precisa equalizar seus aportes. Segundo ele, o setor está investindo R$ 3,7 bilhões em fertilizantes, mas apenas R$ 100 milhões em desenvolvimento de material genético. “Se continuar assim, o Brasil corre o risco de perder sua competitividade”, afirma. O executivo lembra que parte da redução de resultado veio da expansão para novas fronteiras agrícolas, em Mato Grosso e Goiás, que precisam de variedades adaptadas às regiões. “Na cana, o resultado das pesquisas vem em longo prazo. Precisamos de no mínimo cinco anos para testar uma nova variedade. Então, não se pode mais querer investir apenas em resultados imediatos”, explica.

Para o executivo da Guarani, Jacyr Costa Filho, outro fator que levou à perda de produtividade foi o corte mecânico, que elevou os resultados no caso da soja e outros grãos, mas provocou perdas na cana. Segundo ele, investimentos têm de ser feitos pela indústria de máquinas para ajustar as colheitadeiras. “As perdas com a colheita atingiram 5%, dos quais 2% vêm das máquinas e 3% de pragas que aparecem com o acúmulo da palha”, explica. Com a colheita mecânica, a palha não recolhida pelo maquinário se acumula no solo, fermenta e leva ao aparecimento das pragas. “Todos esses problemas levaram a um aumento de custos para o setor”, diz.