
Não é difícil saber qual a intenção do executivo. A Shell espera fechar ainda este ano joint venture com a Cosan no valor de aproximadamente US$ 12 bilhões para a produção de etanol, açúcar e energia, suprimento, distribuição e comercialização de combustíveis. Se concretizado o memorial de intenções, assinado em fevereiro, o etanol brasileiro marcará mais fortemente os negócios da Shell.
“O Brasil é a chave para o etanol. O produto aqui é competitivo e terá um papel importante para todo o mundo”, destacou Meng. A percepção é clara, principalmente quando a discussão foca-se em energias alternativas e mobilidade para o futuro, temas do Michelin Challenge Bibendum, evento que trouxe o executivo cingapuriano ao Brasil.
Em 2009 a Shell exportou nove bilhões de litros de biocombustíveis, tornando-se a maior em vendas externas de etanol no mundo, segundo o executivo. A aliança entre as companhias pretende combinar a tecnologia e conhecimento de mercado da Shell e a expertise em cana-de-açúcar da Cosan.
As projeções são muito positivas para a Shell ainda mais com o etanol ganhando espaço nas discussões para a redução de emissões poluentes, função que apenas os carros elétricos não conseguirão carregar nas costas em um futuro próximo.