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Siderúrgica japonesa aponta Gigacasting como ameaça à produção de aço

Tecnologia lançada pela Tesla para obter grandes peças de alumínio fundido atrai montadoras e deve reduzir consumo do metal
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Mario Curcio

13 jul 2023

1 minutos de leitura

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Maior montadora do mundo, a Toyota tornou-se a mais recente fabricante de automóveis com planos de adotar o Gigacasting. O processo utiliza grandes máquinas de fundição de alumínio sob pressão, do tamanho de uma casa, e, por isso, são capazes de produzir peças maiores do que qualquer coisa usada antes na fabricação de carros.

Lançado pela Tesla, o Gigacasting permite a produção de peças maiores e mais leves, essenciais para veículos elétricos por causa de suas pesadas baterias. O processo permite redução de custos e já atrai o interesse de gigantes automobilísticas, inclusive General Motors e Hyundai.

“A quantidade total de aço utilizada obviamente diminuirá”, afirmou em entrevista coletiva concedida no dia 12 o presidente da siderúrgica, Koji Kakigi. Ainda segundo o executivo, o Gigacasting traz “um grande problema”, uma vez que o alumínio é menos resistente quando comparado com o aço, que pode ser necessário em áreas mais vulneráveis dos veículos elétricos como forma de aumentar a segurança.


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Kakigi afirma também que a siderúrgica japonesa já considera o investimento em melhoria de matérias-primas e processos para a produção de aço, como forma de assegurar a demanda aquecida nas próximas décadas.


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Em maio, a JFE Holdings afirmou que esperava aumento de 17% no lucro líquido em seu ano fiscal, para 190 bilhões de ienes (US$ 1,4 bilhão). A expectativa estava ancorada no aumento da demanda por aço em razão da recuperação do setor automotivo.