|
|||||||||||||||||||||||||||
Clarissa Mangueira, Agência Estado
Um dia após o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciar planos para estatização da siderúrgica Sidetur, a companhia divulgou comunicado classificando a medida de injusta e afirmando que a expropriação deveria ocorrer somente com uma ordem judicial. A empresa também pediu um pagamento antecipado do governo por qualquer expropriação de seus ativos.
A Sidetur possui 42% do mercado local de vergalhões e capacidade de produção de 835 mil toneladas de aço bruto. Chávez, que nacionalizou centenas de empresas nos últimos anos num esforço para transformar a economia do país rica em petróleo para o socialismo, anunciou a estatização da Sidetur durante seu programa de televisão e convocou a Guarda Nacional para tomar imediatamente o controle de várias fábricas da siderúrgica.
O presidente venezuelano afirmou que umas das razões para a decisão é que a companhia cobra “preços muito altos por seus produtos”. Em resposta ao anúncio de Chávez, a Sidetur indicou que planeja lutar legalmente contra qualquer esforço do governo para tomar o controle de suas fábricas.
Segundo a página da Sidetur na internet, a empresa é uma subsidiária da Siderúrgica Venezolana (Sivensa), uma companhia que tem sido “pioneira” na produção de aço na Venezuela desde sua fundação em 1948. As informações são da Dow Jones.