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Sigma processa ex-sócio por vazamento de segredos industriais

Mineradora afirma que foram compartilhados cerca de 80 mil documentos confidenciais
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Redação AB

24 ago 2023

2 minutos de leitura

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A Sigma Lithium, fabricante de lítio “grau bateria” em Araçuai (MG), processou um ex-codiretor executivo. A mineradora acusa-o de roubar segredos comerciais para minar os esforços de venda da empresa.


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A queixa foi apresentada na segunda-feira, 21, no tribunal federal de Manhattan (EUA) contra Calvyn Gardner, que até janeiro era co-CEO da Sigma com Ana Cabral-Gardner, de quem está se divorciando e que continua a ser CEO. Luisa Valim, nora de Gardner, também é ré. As informações são da agência Reuters.

A Sigma está sediada em Vancouver, British Columbia, no Canadá. Mas opera principalmente no Brasil, e seu valor de mercado era de cerca de US$ 3,74 bilhões na penúltima semana de agosto.

Desvio de documentos confidenciais

No processo, consta que Cabral-Gardner e Gardner lideram um fundo, A10 Investimentos, com participação de 44% na empresa. Neste escopo, Cabral-Gardner tem 76% do fundo e Gardner, 24%.

 

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De acordo com a Sigma, Valim traçou um esquema para roubar informações proprietárias “para alavancagem e vingança”, e para ganhar mais favores de seu sogro, depois de saber que ele poderia não ter direito legal a metade dos bens conjugais no divórcio.

Segundo o processo, a Sigma informou que logo após deixar a empresa, em maio, Valim baixou e compartilhou com Gardner cerca de 80 mil documentos confidenciais de um arquivo ao qual o Bank of America, um dos assessores financeiros para o processo de venda da empresa, tinha acesso.


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De acordo com a Sigma, esses documentos incluíam informações industriais e de mineração que eram o “molho secreto” de seus negócios. E que, se desviados, tirariam sua principal vantagem competitiva contra rivais de mineração e processamento de lítio.

A Sigma disse que as ações de Valim e Gardner foram “projetadas para interferir” em uma possível compra, e Valim se gabou para um parceiro da A10 em um voo de avião em 1º de julho que, por causa do esquema, “o processo de M&A estava acabado”.

A ação busca danos não especificados e a devolução de bens desviados.