Nestes últimos 30 anos, constatam-se mudanças sofridas nas estratégias de capacitação como forma de aumento da efetividade da retenção dos participantes, dos resultados de vendas/serviço certos na 1ª vez e de satisfação dos clientes. Percebe-se que há uma mudança incremental no modelo de educação básica e no perfil dos participantes com a exposição à tecnologia como observamos no modelo abaixo.

A conseqüência imediata desta evolução passou pela mudança do modelo presencial de expositivo para facilitado, onde o instrutor, com base na experiência do grupo, busca atrelar um significado individual para aquele conteúdo desenvolvido entre os anos 1980 e 1990. Já na década de 2000, verifica-se a entrada de ferramentas de e-learning, CBT (computer based training) e WBT (web based training) que se tornaram a base da plataforma de grandes montadoras, estabelecendo a tecnologia como padrão na maiorias das ações de capacitação.
No entanto, percebe-se que o uso desta estratégia em massa que, apesar de oferecer ganho de escala e redução de custo, representa do ponto de vista andragógico um retorno aos anos 1980 acrescido do uso da tecnologia.
Diante deste desafio, verifica-se que os Simuladores de Aprendizagem, ou mais conhecidos como “jogos sérios” representam tendência que reúne os benefícios dos WBT – escala e baixo custo – com um desenho instrucional mais interativo, participativo, contextualizado e atrativo ao participante, sabendo que o local de trabalho representa o maior espaço de tempo de aprendizagem de uma pessoa em toda sua vida.
Estes simuladores podem e devem interagir com a realidade do participante com opção virtual ou real, estimulando a tomada de decisão e validação de aplicação de conhecimento em ambientes parametrizados para se assemelhar com o contexto real do mesmo.
É possível maximizar a efetividade se, no desenho da capacitação, forem definidas ações pós-aprendizagem com o apoio de ferramentas de business intelligence capazes de reforçar a real aplicação do conteúdo aprendido na prática do dia-a-dia do participante e o uso de redes sociais, que permitem que as boas implementações sejam compartilhadas.