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Giovanna Riato, AB
A Anfavea divulgou nesta segunda-feira, 8, que as exportações seguem curva de recuperação e registraram alta de 6,8% sobre setembro, com 78.072 unidades. Na comparação com outubro de 2009, o avanço chega a 61,1%. O volume cresceu ainda 74,8% no acumulado do ano comparado ao mesmo período de 2009, com 649.302 unidades.
O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, afirma que, apesar do crescimento, a balança comercial do setor automotivo está abalada. “O sinal amarelo está aceso”, alerta o executivo.
O dirigente apontou que, enquanto o volume de exportações caiu de 30,7% para 17,7% do volume total entre 2005 e 2010, a presença de importados avançou de 5% para cerca de 19%. “Nosso mercado está mais atrativo, é natural que as importações cresçam. O que preocupa é a queda nas exportações”, explica Belini.
Segundo Belini, a maturidade dos mercados de veículos em países desenvolvidos está resultando em “uma pressão excessiva sobre o setor automotivo brasileiro”. Países com excesso de capacidade produtiva buscam desovar veículos no Brasil, já que a capacidade ociosa mundial já alcança 27 milhões de unidades por ano.
Belini defende que o governo desenvolva um pacote de incentivos a exportação específico para produtos manufaturados, o que mais sofre com o avanço dos importados. “Queremos que o Brasil seja o 4º maior mercado mas que seja também o 4º produtor mundial e não o 6º”, concluiu.
