No segmento de caminhões e ônibus 58% das unidades foram adquiridas via Finame, 19% por leasing (inclusive Finame Leasing), 11% por CDC e 2% pelo consórcio.
No setor de motocicletas 41% das vendas ocorreram por meio de CDC, 35% por Consórcio e 3% por leasing.
O levantamento sinaliza que o saldo total das carteiras de CDC e leasing para financiamento de veículos pelas pessoas físicas chegou ao patamar de R$ 153,9 bilhões em setembro, crescendo 11,9% sobre o mesmo mês de 2008. As operações de CDC cresceram 5,5%, saltando de R$ 83,3 bilhões para R$ 87,9 bilhões. O leasing cresceu 21,7%, saindo de R$ 54,3 bilhões para R$ 66 bilhões.
“Estamos atingindo patamares similares ao período pré-crise, com oferta de crédito, retomada da confiança do consumidor e recuperação da economia brasileira. Temos expectativa de crescimento de 10% a 15% nas carteiras de financiamento e leasing para pessoas físicas em comparação com 2008”, comenta Luiz Montenegro, presidente da Anef.
Taxas e planos
A taxa média de juros praticada pelas empresas associadas à Anef vem apresentando queda. Em setembro, a média ficou em 1,45% ao mês e 18,86% ao ano. As taxas em setembro de 2008 fecharam em 1,78% ao mês e 23,58% ao ano.
Os planos máximos oferecidos pelas financeiras, em setembro deste ano, ficaram em 80 meses, enquanto no mesmo período do ano passado estavam em 60 meses. Já os planos médios atingiram em setembro deste ano 42 meses, frente a 40 meses em setembro do ano passado.
A inadimplência acima de 90 dias para financiamentos em CDC apresentou retração, de 0,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior, de 5,1% da carteira em agosto para 4,9% em setembro.
O estudo da Anef mostra que 56,1% da frota estimada de 25,2 milhões de veículos e comerciais leves com 15 anos de vida, em circulação no Brasil possui financiamento ativo. O volume equivale a 14 milhões de consumidores, 38,5% com alienação fiduciária gerada por operações de CDC ou Consórcio, 14,6% em arrendamento mercantil e 3% com penhor mercantil ou reserva de domínio.