
Com a frase “A Nissan joga sujo” estampada em camisetas pretas que vestiam, os manifestantes também levaram cartazes para demonstrar sua insatisfação com o resultado das eleições presidenciais norte-americanas que elegeram Donald Trump, com mensagens como “Trump contra os Trabalhadores”.
Segundo o grupo, a Nissan mantém no Mississipi a política de intimidar os trabalhadores com ameaças de fechamento da fábrica quando há tentativas de organização dos empregados em um sindicato. Eles também manifestam o receio das práticas serem adotadas no Brasil.
“Apoiamos os trabalhadores e participaremos de manifestações certos de que a repercussão levará a Nissan a rever suas práticas”, declarou o presidente da UGT, Ricardo Patah. Para Miguel Torres, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos CNTM/Força Sindical, “apesar de a Nissan manter o diálogo com os trabalhadores no Brasil, temos que lembrar que a classe trabalhadora é universal e somente juntos venceremos essa batalha”.
Morris Mock, empregado na fábrica do Mississipi, enviou uma mensagem aos trabalhadores do Brasil: “Em nome dos trabalhadores na Nissan da planta de Canton, no Mississipi, agradeço a solidariedade dos sindicalistas brasileiros. Somente juntos defenderemos os trabalhadores do mundo todo. A atitude dos trabalhadores brasileiros é um exemplo e uma inspiração para todos nós”.
Segundo o grupo que organizou a manifestação, a planta da Nissan nos EUA conta com 6 mil empregados, dos quais cerca de 50% são terceirizados e temporários, que trabalham exclusivamente para a empresa há anos, mas recebem salários inferiores aos dos contratados diretos. Em 2015, a unidade teria produzido 340 mil veículos. Nos primeiros seis meses do ano fiscal de 2015, a América do Norte respondeu por 54% das vendas totais da Nissan no mundo e 35% de sua produção mundial.