
Na nota, a representação dos trabalhadores da fábrica no ABC Paulista informa que “está à disposição para negociar alternativas, mas que no entanto, não há nenhuma negociação em curso”.
Por meio de sua assessoria, a Mercedes-Benz reafirmou que “tem conversado a todo momento com o sindicato a fim de buscar mecanismos para gerenciar o pessoal excedente”, mas preferiu não informar detalhes de sua agenda relacionada ao sindicato dos metalúrgicos.
O sindicato também argumentou que diante do contexto atual de grave crise no setor, “a prorrogação do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) é sim uma das medidas que defendemos nesta direção”. Acrescentou que a representação “não aceitará demissões unilaterais ou violações dos acordos coletivos celebrados e lutará de forma intransigente na defesa dos empregos, direitos e condições de trabalho”.
Segundo a Mercedes-Benz, a fábrica de São Bernardo emprega atualmente 10 mil pessoas, das quais cerca de 2 mil são excedentes. Além do PPE, que afeta todos os funcionários e cuja vigência termina em maio, a unidade está com 1,5 mil trabalhadores afastados por licença remunerada.