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Sindicato na Justiça contra demissão na Honda

Redação AB, com informações do G1 e da Agência Estado
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Redação AB

19 mai 2011

2 minutos de leitura

O G1 registra que o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região entrou nesta quinta-feira, 18, com ação no Tribunal Regional do Trabalho, contestando a decisão da Honda de demitir 400 funcionários da fábrica de Sumaré, no interior do Estado de São Paulo.

Segundo o portal, os representantes dos funcionários discutiam desde a semana passada com a montadora os efeitos da decisão da matriz de reduzir a fabricação de veículos a partir de junho, o que faria com que a Honda abrisse mão de um dos três turnos diários em Sumaré. Desde então, trabalhadores pararam a produção, em protesto. A Honda não confirma que a operação já tenha sido retomada. Segundo a assessoria, alguns funcionários estariam voltando para a linha.

A proposta do sindicato, para que não houvesse demissões, era diminuir a carga horária nos turnos restantes e dar férias a 400 trabalhadores por mês até dezembro.

Demissões

A empresa explicou em comunicado que as demissões são reflexo do problema de abastecimento de peças vindas do Japão, em razão do terremoto ocorrido no início de março.

Em razão do problema de abastecimento de peças, a empresa também anunciou nesta quarta-feira que reduzirá em 50% sua produção de automóveis, de 600 para 300 unidades diárias. Como consequência, a unidade de Sumaré, que atualmente opera em três turnos, passará a trabalhar em dois turnos. De acordo com a montadora, isso provocará a ociosidade de aproximadamente 1.200 colaboradores.

“A Honda, que não realizava este tipo de procedimento em sua operação no Brasil desde 1992, lamenta a medida e informa que agora estuda alternativas para os demais funcionários que estarão ociosos no período de redução da produção”, disse o comunicado distribuído pela companhia. Ainda de acordo com o texto, assim que a situação se regularizar, a empresa espera poder retomar seu ritmo normal de atividade.

A fábrica em Sumaré está paralisada desde a última quinta-feira, dia 12 de maio, quando começaram as negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. Segundo a empresa, ainda não há estimativa de quando a produção será retomada.