
De acordo com o diretor administrativo do sindicato, Moisés Selerges, há entre os funcionários da fábrica insegurança por parte dos gerada pela afirmação do presidente da empresa no Brasil, Phillipp Schiemer, sobre a não renovação do PPE – Programa de Proteção ao Emprego (leia aqui).
“A paralisação de hoje é um recado à direção da Mercedes-Benz do Brasil. O presidente da montadora afirmou na semana passada que o PPE se esgotou e há um excedente de dois mil trabalhadores. Queremos deixar claro que queremos negociar uma solução conjunta, mas não aceitaremos demissões”, disse em comunicado.
Segundo o sindicato, dos 9,8 mil trabalhadores da fábrica paulista da Mercedes-Benz, 8 mil estão no regime de PPE, com jornada reduzida em 20%. A adesão ao programa foi feita em setembro de 2015 e o período de estabilidade dos empregos vence em agosto. Selerges reforça que o sindicato está aberto para iniciar um processo de negociação antes do fim deste o período de estabilidade, mas diz que as conversas com a montadora ainda não iniciaram.
A produção deverá retomar normalmente na quinta-feira, 5, informa o sindicato.