
Segundo o sindicato, há um mês a montadora havia sinalizado o excedente de 1.060 trabalhadores destes setores na unidade Anchieta, como a fábrica é conhecida e onde são fabricados os modelos Gol, Jetta e Saveiro. Ainda de acordo com os representantes dos trabalhadores, a empresa havia indicado a necessidade de iniciar um processo de reestruturação nestas áreas, mas depois disso, não mencionou mais o assunto com a entidade.
Para o secretário-geral do sindicato, Wagner Santana, a assembleia teve como objetivo debater com os trabalhadores o posicionamento a ser adotado. “A empresa anunciou o excedente e não nos chamou para iniciar nenhuma discussão de alternativas, o que está deixando os trabalhadores inseguros. Nós entendemos que há instrumentos de proteção previstos nos acordos já firmados que dão conta de resolver essa questão. Qualquer outro encaminhamento tem de ser negociado com o sindicato. Não aceitaremos decisões unilaterais”, afirma em nota.
Atualmente, a fábrica Anchieta emprega 10,5 mil pessoas, dos quais cerca de 2 mil estão sob o regime de layoff e 7,3 mil no Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que reduz a jornada em 20%.