
O sindicato dos metalúrgicos do ABC tem organizado diversas paralisações ao longo do mês, desde que anunciadas as demissões: a primeira, que durou 24 horas, foi em 7 de janeiro, quando as linhas voltariam a funcionar após férias coletivas durante todo o mês de dezembro; no dia 9, após manifestação na porta da fábrica, representantes do sindicato e da Mercedes-Benz dialogaram sobre as demissões. Na ocasião, a empresa ofertou aos trabalhadores que não tiveram o contrato de trabalho renovados um extra de 5 a 7 salários, conforme o tempo de trabalho, mas não revogou as demissões.
Dos 160 demitidos, 100 deles aderiram ao programa de demissão voluntária (PDV), aberto pela empresa no período de 14 de novembro a 5 de dezembro. Os trabalhadores da planta de São Bernardo também cruzaram os braços no dia 12 de janeiro em uma passeata na rodovia Anchieta e Imigrantes, onde se encontraram com metalúrgicos da Volkswagen, que também havia anunciado a não renovação de contrato de 800 trabalhadores, mas voltou atrás após 11 dias de greve na unidade Anchieta (leia aqui).
Por meio de sua assessoria de imprensa, o sindicato dos metalúrgicos afirma que continuará aberto ao diálogo para tentar reverter a demissão dos 160 trabalhadores. Por sua vez, a Mercedes-Benz, também por meio da assessoria, informa que as demissões fazem parte das ações adotadas ao longo do ano passado para gerenciar o excesso de mão de obra e reforça que mantém estendido até 30 de abril o lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho) de 750 funcionários da planta de São Bernardo do Campo.