logo

none

Sindicato UAW e Fiat podem ter parte da Chrysler

No ambiente conturbado da indústria automobilística norte-americana as negociações para reorganização da Chrysler e GM trazem capítulos dramáticos ou teatrais. Para portadores de títulos dessas montadoras e demais players interessados é preciso ter fôlego para o jogo estratégico. Essas cenas estão se revelando em articulações envolvendo Sergio Marchionne, CEO da Fiat, e outros interessados no que restou da Chrysler.
Author image

cria

16 abr 2009

2 minutos de leitura

Em uma nova jogada, o UAW (sindicato dos trabalhadores norte-americano) e a Fiat podem se tornar os principais acionistas da Chrysler se a montadora norte-americana chegar a bom termo na apresentação ao governo Obama que deve acontecer até 30 de abril. A participação da Cerberus Capital Management e da Daimler pode ser zerada como parte da reestruturação financeira.

O Tesouro norte-americano negocia com detentores de títulos uma possível transformação desses papéis em ações. Um grupo de grandes bancos e instituições que detém US$ 6,9 bilhões em débitos junto à Chrysler rejeitou, no entanto, oferta para transformar o débito em US$ 1 bilhão. É difícil entender à distância, mas possivelmente seja melhor ter US$ 1 bilhão na mão do que perder US$ 6,9 bilhões numa verdadeira falência.

A participação do UAW seria feita pela conversão em ações de metade dos US$ 10,6 bilhões devidos ao sindicato em benefícios correspondentes a programas de saúde de aposentados.

A Fiat começaria com 20% do capital da nova empresa e avançaria em blocos de 5% até 35% à medida que transferir tecnologia à aliança.

O board da aliança entre Fiat e Chrysler teria sete membros, incluindo representantes da Fiat e do UAW.

E Marchionne, como fica nessa história? Ele disse que pode se tornar CEO da nova organização, mas desdenhou: “O título não importa”. Ele deve dividir o poder com um norte-americano.

Em agosto de 2007 a Cerberus comprou 80,1% da Chrysler que pertenciam à Daimler por US$ 7,4 bilhões. A montadora alemã ainda detém 19,9% da Chrysler e já contabilizou o valor como zero.