“Muitas empresas podem quebrar ou se tornar inviáveis”, declara na nota Cláudio Sahad, conselheiro do Sindipeças e responsável pelas pequenas e médias empresas (PMEs). “Com o aumento do preço do aço, nossas PMEs já fragilizadas sofrerão forte desequilíbrio, já que essa matéria-prima representa grande parte do custo de produção”, complementa.
Segundo o executivo, com a retração da economia, já há grandes dificuldades para o repasse dos aumentos para os clientes (montadoras e sistemistas).
A manifestação do Sindipeças é feita um dia após o presidente da Mercedes-Benz no Brasil, Philipp Schiemer, declarar que o aumento do preço do aço seria um desastre para a indústria e convocar as entidades do setor para se unirem e tentar barrar o reajuste (leia aqui).
No comunicado, o Sindipeças reforça que todos os elos da cadeia de produção automotiva, incluindo matérias-primas, devem agir a fim de garantir a perenidade da presença do Brasil no ranking dos produtores mundiais de veículos e seus componentes. “Aumentos de preço dessa magnitude, e em sequência, não contribuem para isso”, finaliza a nota.