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Sindipeças critica reação de governo ao tarifaço e incentiva empresas a agirem

Presidente do sindicato crê que cenário não será revertido facilmente
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Vitor Matsubara

13 ago 2025

2 minutos de leitura

Sindipeças não espera solução do governo sobre "tarifaço"
Sindipeças não espera solução do governo sobre “tarifaço”

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Cláudio Sahad, fez duras críticas à postura do governo brasileiro ao “tarifaço”.

“Entendo que vai ser muito difícil ter uma solução via governo. Acho que, se a gente depender das negociações do governo, essa situação vai permanecer por muito tempo”, afirmou.


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Sahad ainda sugeriu aos associados que tomem providências por conta própria. Segundo ele, o objetivo é incluir as autopeças na lista de exceções do novo imposto de importação de 50%.

“Estamos tentando alguma coisa por meio do setor privado, solicitando que nossas empresas peçam aos clientes dos EUA que mostrem à chancelaria de Washington os problemas que isso (“tarifaço”) está causando e os aumentos de custos que estão sendo gerados”, afirmou.

“Eles (empresas de autopeças) já começaram a fazer isso porque são eles que estão pagando essa alíquota de 50%. Caso eles (empresas dos EUA) troquem a fonte (das autopeças) será muito difícil de recuperar”.

Cláudio afirmou que 90% das nossas exportações são para montagem, e não para o mercado de reposição.

Sindipeças diz que impacto do “tarifaço” ainda não pode ser estimado

Sahad ressaltou que a alíquota anterior era de 2,5% e já havia passado para 12,5% com o acréscimo de 10% em abril. Com o “tarifaço”, a taxa passou para 52,5 pontos percentuais.

“Todas as peças para (veículos) pesados entra nessa alíquota de 52,5%”, ressaltou.

“Daqui a um tempo será possível estimar (o impacto do tarifaço) quando sentirmos os efeitos no faturamento das exportações. Mas agora ainda tem muita poeira no ar, então não conseguimos estimar esse impacto”.

Ideia é “esperar a poeira baixar” antes de agir

Cláudio afirmou que a ideia é “esperar a poeira baixar” antes de tomar qualquer providência mais radical.

“Estamos em um período agora de ‘barba de molho’. Hoje o movimento é de espera porque existe o risco de fazer algum movimento errado, o que nesse momento pode ser prejudicial”.

Sahad ressaltou que as empresas do setor estão atrasando embarques sempre que possível. Vale ressaltar que todas as mercadorias embarcadas antes do dia 6 de setembro serão taxadas com a alíquota de 12,5% estabelecida em abril.

“Quando existe urgência o importador está aceitando pagar a alíquota para embarcar. Mas a ideia é esperar quando há a possibilidade porque (pagar) uma alíquota dessa é um absurdo”.