
|
|||||||||||||||||||||||||||
Redação AB
O Sindipeças quer ajudar os associados a encontrar o caminho para inovar. A entidade pretende organizar uma série de iniciativas com esse objetivo, convidando empresas de autopeças para refletir sobre a importância do tema em época de rápidas transformações na indústria automobilística. A primeira ocorreu dia 15 de março, na sede, em São Paulo, com a realização do primeiro Fórum de Inovação, com dois auditórios lotados e transmissão pela web. O evento foi apresentado pelo editor da revista Automotive Business, Paulo Braga, que coordenou os debates.
Foram convidados como palestrantes e debatedores Domingos Naveiro, diretor do Instituto Nacional de Tecnologia; Ambra Nobre, diretora da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas; Tadeu Cruz, presidente da TRCR Knowledge; e Fernando Kurdyk, diretor da On Lean Consultoria. Estiveram em pauta as oportunidades para inserção no desenvolvimento industrial brasileiro, os pressupostos para a introdução da cultura da inovação no ambiente empresarial, a transformação de organizações rígidas em corporações inovadoras e práticas de lean manufacturing como estratégia de inovação.
Sérgio Pin (foto), vice-presidente da Schaeffler e conselheiro da entidade, justificou a iniciativa: “Inovação será a chave mestra para a competitividade, que será decisiva para o setor de autopeças brasileiro competir no mercado doméstico e também lá fora”.
INOVAÇÃO
Domingos Naveiro, do INT, que integra o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, explicou a atuação do instituto e os primeiros passos para o funcionamento da Embrapii. Na apresentação, ele descreveu a criatividade como resultado de processos cognitivos, no mundo das ideias, que pode levar à invenção, no universo tecnológico. A inovação é o resultado de iniciativas bem sucedidas em mercados, como processos empresariais.
O diretor do INT citou levantamento recente do Institute for Scientific Information (The Global Innovationindex 2011) que coloca o Brasil na 13ª posição entre os países que mais registram produção científica, depois dos Estados Unidos, China, Reino Unido, Alemanha, Japão, França, Canadá, Itália, Espanha, Índia, Coreia e Austrália. Já no ranking de inovação, o País é o 47º da relação, liderada pela Suiça, Suécia, Singapuera e Hong Kong.
Naveiro reconhece as dificuldades para implantação de uma cultura empresarial nacional voltada à inovação, mas aposta em iniciativas que começam a se consolidar, como
a Embrapii, que considera a ‘Embrapa da tecnologia’. Ele lembra que o desenvolvimento do próprio pre-Sal ainda depende de pesquisa e desenvolvimento no campo de materiais e processos.
PROCESSOS
Tadeu Cruz enfatizou que os processos são a “alma dos negócios” e condenou empresas que engessam suas estruturas em organogramas rígidos. Ele elogia as estruturas em rede que caracterizam empresas como Google, Apple e Microsoft, onde a valorização da responsabilidade do pessoal conduz a estruturas dinâmicas e bem-sucedidas. “Ao contrário das rígidas hierarquias, as empresas organizadas em rede valorizam as pessoas. Todos que participam são igualmente importantes”.