“Ao considerar que as características da agricultura, especialmente aquela denominada de comercial, e as do sistema de consórcios se assemelham no planejamento a médio e longo prazos, entende-se a razão da grande procura”, disse o presidente executivo da ABAC, Paulo Roberto Rossi, em comunicado.
A pesquisa revelou que o crédito das cotas para a aquisição de máquinas para o setor agrícola variou de R$ 7 mil a R$ 1 milhão, com média de R$ 207 mil por cota. Do total de novos participantes, 27% foram pessoas jurídicas, 3,2% prestadores de serviços e 4,6% foram cotistas de outras áreas. As cotas têm taxa de administração média de 0,153% ao mês e prazo médio de 84 meses.
“Os números apenas confirmam que o consórcio, além de importante para todos os elos da cadeia produtiva, indústria, comércio e prestação de serviços, é destaque também no agronegócio, antes da porteira, em razão da possibilidade de programação e de seus baixos custos”, acrescentou Rossi.
MERCADO
O segmento de veículos pesados, que além de máquinas agrícolas, inclui caminhões, ônibus, semirreboques e implementos, encerrou o primeiro trimestre de 2012 com 192,5 mil consorciados, um acrescimento de 11,5% na comparação com igual período do ano anterior. As vendas de novas cotas para este grupo caíram 15,4% na mesma base de comparação, para 8,8 mil unidades. O valor médio da cota encerrou março em R$ 144,3 mil, alta de 2,8% sobre o preço médio registrado em março de 2011.
As contemplações do período, consorciados que tiveram a oportunidade de comprar os bens, somaram 7,9 mil nos três primeiros meses de 2012, 16,2% a mais do que o apurado em igual intervalo do ano passado.