Até setembro de 2008, antes da crise econômica, o desempenho da balança comercial do setor de tintas e vernizes já indicava números similares aos dados consolidados agora, mas a projeção era de uma mudança neste cenário devido ao novo quadro da economia mundial. “Esperava-se que a valorização do dólar melhorasse as exportações e reduzisse bastante as importações, o que acabou não ocorrendo de fato”, destaca o Assessor da diretoria do Sitivesp, Airton Aparecido Sicolin.
Apesar disso, a tendência é que o ritmo das importações diminua em 2009, reduzindo o déficit da balança comercial do setor. Atualmente, as exportações representam em torno de 6% do faturamento total do mercado de tintas e vernizes, que inclui produtos das linhas imobiliária, industrial e de repintura automotiva. “De modo geral, as tintas não se destacam na pauta de exportação por serem produtos de baixo valor agregado e nos quais o frete tem uma incidência grande de custos”, ressalta Sicolin, lembrando que, em contrapartida, importa-se um volume expressivo de tintas de maior valor agregado, como as de impressão gráfica e da linha automotiva.