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Redação AB
A Chrysler passou a desempenhar papel fundamental na aliança com o Grupo Fiat neste ano, sobretudo diante da crise no mercado europeu. De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a companhia italiana, que tornou-se em 2011 acionista majoritária da montadora norte-americana com 53,5% dos papéis, agora está amparada por sua controlada, cujo lucro líquido do segundo semestre deve superar em 87% o resultado da Fiat no mesmo período, cenário que deve perdurar em 2012, segundo avaliação de analistas de mercado.
De acordo com o diretor de investimento da Investitory Sgr, Emanuele Vizzini, citado pela Bloomberg na reportagem, “a Fiat estaria muito vulnerável agora sem a Chrysler, com poucas opções industriais e financeiras ao seu alcance”. Por outro lado, ainda segundo a reportagem, a companhia norte-americana sugou os recursos de desenvolvimento e administração da Fiat, que por sua vez ficou com modelos envelhecidos e participação de mercado em queda. Em abril, Sergio Marchionne, presidente do Grupo Fiat, reconheceu ter negligenciado as operações europeias em favor da recuperação da Chrysler. Para o CEO, “no longo prazo, nem a Fiat nem a Chrysler teriam se sustentado sozinhas”.
Sem novos produtos, a Fiat agora adia lançamentos, mesma postura adotada em 2008 devido à crise financeira global: é o caso de um jipe programado para sua fábrica de Mirafiori, em Turim, que teve início da produção postergado por mais seis meses, para o segundo semestre de 2013 além do adiamento do retorno da Alfa Romeo para os Estados Unidos, agora também para 2013.
Na Europa, a montadora apresentou em setembro a versão revisada do subcompacto Panda, o primeiro lançamento de peso desde o 500, em 2007. Em contrapartida, 75% da linha da Chrysler foi modernizada nos Estados Unidos desde que a Fiat assumiu seu controle, em junho de 2009.
A estratégia resultou em perda de participação no mercado europeu. De acordo com a Acea, entidade que reúne as montadoras na Europa, a Fiat encerrou o período janeiro-agosto deste ano com de 7,3% de participação, 0.9 pontos percentuais abaixo do índice apurado em igual período do ano passado e queda de 13% nas vendas.
Para Marchionne, “este não é um mercado fácil neste ano e não será fácil mesmo em 2012”, afirmou durante o Salão de Frankfurt no mês passado. Estimativas apontam que o Grupo Fiat deve ter prejuízo de US$ 1,09 bilhão ao ano na Europa.
Com informações de O Estado de S. Paulo