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Redação AB
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, foi taxativo ao defender o fim dos incentivos fiscais a produtos importados durante audiência pública no Senado Federal nesta terça-feira, 20. “O interesse de alguns estados não pode estar acima dos interesses do Brasil”, afirmou. Diante de governadores de estados que praticam a chamada Guerra dos Portos, como Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás, o dirigente defendeu a aprovação da Resolução 72, com o estabelecimento de uma alíquota de ICMS de 4% a ser cobrada no estado de origem, isto é, onde os produtos importados desembarcam.
“A Guerra dos Portos dá incentivos ilegais aos importados e faz com que o país deixe de gerar empregos. Estão usando o dinheiro dos impostos dos brasileiros para criar empregos no exterior. Isso é um absurdo”, registrou o presidente, em nota distribuída após a audiência. Ele lembrou que o Brasil está em processo de desindustrialização, com perda de participação do setor produtivo no PIB.
“Não podemos aceitar que isso aconteça por razões que estão da porta para fora das fábricas. Da porta para dentro, somos competitivos, mas o câmbio sobrevalorizado, os juros mais altos do mundo, o preço exorbitante da energia, a altíssima carga tributária e a burocracia excessiva já prejudicam as indústrias. E a Guerra dos Portos piora ainda mais esse cenário”, concluiu.
Estudo da Fiesp indica que o Brasil deixou de criar 915 mil empregos na última década por causa da Guerra dos Portos. A entidade alerta que se nada for feito o País deixará de gerar mais um milhão de postos de trabalho nos próximos cinco anos.