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SKF investe R$ 5 milhões para desenvolver rolamentos no Brasil

A SKF do Brasil informou por meio de comunicado na segunda-feira, 22, que acaba de investir aproximadamente R$ 5 milhões para desenvolver dois rolamentos de roda de segunda geração. Os componentes abastecerão em breve a linha de produção de duas fabricantes de veículos instaladas no País.
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Redação AB

22 abr 2013

4 minutos de leitura

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As primeiras peças serão fabricadas ainda no final do primeiro semestre deste ano no complexo industrial da SKF de Cajamar (SP) para equipar veículos de passageiros e comerciais leves. Os rolamentos deverão contribuir para as montadoras se adequarem às exigências do Inovar-Auto, o novo regime automotivo, em vigor de 2013 a 2017, que incentiva o uso de peças feitas no Brasil.

A previsão da companhia é atingir a marca de 600 mil rolamentos para as duas linhas no primeiro ano de produção e 1 milhão de peças a partir do segundo ano.

“Trata-se de um momento histórico para a companhia. A inovação já está na pauta diária da SKF e certamente continuaremos surpreendendo o mercado e ajudando a indústria automotiva nacional a ser mais forte e competitiva”, declara Fabrício Teixeira, gerente de engenharia de aplicação da SKF do Brasil.

DIFERENCIAIS

O projeto dos dois rolamentos, segundo a SKF, levou dois anos para ser concluído. Foram necessárias diversas etapas, desde a definição do escopo do trabalho, cálculos dimensionais e desenhos, produção de protótipos, testes de bancada em laboratórios da SKF dos EUA e Alemanha, a adaptação de canal de produção no Brasil.

A SKF assegura que os novos componentes ajudarão os carros a se enquadrarem nos requisitos do Inovar-Auto por serem mais leves, resistentes, gerarem menos atrito e possuírem vida útil mais longa em relação aos disponíveis no mercado brasileiro.

“Conseguimos aumentar em 30% a vida útil desse conjunto. Outro ganho foi com o peso, reduzido em cerca de 9%. A utilização de simulações numéricas foi fundamental para alcançar essas melhorias, impactando positivamente na redução do consumo de combustível e emissão de CO2 dos veículos”, aponta o gerente Teixeira.

Os rolamentos têm sistema ABS integrado, um item que torna os veículos mais seguros e que será obrigatório em todos os carros produzidos a partir de 2014.

“O compromisso de nossos clientes com o programa Inovar-Auto é o grande responsável pelo aprimoramento técnico de nossa engenharia local e o impulsionador da transferência de novas tecnologias ao Brasil”, complementa o executivo.

COMITÊ

A aposta da SKF no aumento da demanda de componentes nacionais a fez criar no final de 2012 um comitê exclusivo para avaliar novas ideais e projetos. “Essa área possibilitará o incentivo à inovação. Vamos assumir definitivamente a vanguarda pelo novo, pela descoberta. O Brasil vive um momento importante e precisamos acompanhar o desenvolvimento de perto, ficarmos mais próximos de nossos clientes e demais parceiros. É o momento ideal para assumirmos esse compromisso com todos stakeholders”, declara Hilário Sinkoc, coordenador do comitê local.

Em dezembro último, a SKF apresentou ao Governo Federal uma relação de projetos desenvolvidos pela subsidiária brasileira para buscar o reconhecimento da inovação por meio de patente. “Registrar nossas soluções será o primeiro passo do reconhecimento oficial. O próximo objetivo será disseminar a cultura em toda a organização”, projeta Sinkoc.

No momento, a companhia estrutura a nova divisão. Uma consultoria envolvida nessa primeira fase tem ajudado a SKF a mapear todos seus processos e a identificar possíveis negócios para a companhia. “Já identificamos produtos e serviços desenvolvidos pelo nosso time local com potencial de inovação”, antecipa o coordenador.

A SKF também buscará parcerias com universidades, pesquisadores autônomos, grupos de trabalho, associações e instituições autônomas para ampliar o acesso à pesquisa no País.

Com a inauguração do comitê, o Brasil passa a ser o primeiro da América Latina a abrigar uma divisão estruturada em inovação. Além do Brasil, há na Europa, Estados Unidos e Ásia iniciativas semelhantes. Na Itália, por exemplo, o centro é dedicado à pesquisa de novos rolamentos de roda. Na Alemanha há pesquisas para futuros rolamentos de câmbio e na França estão concentrados estudos de rolamentos de motor e suspensão.

O grupo concentra seus projetos globais de P&D na Holanda e investe anualmente cerca de 1,5% de seu faturamento global em pesquisa e desenvolvimento. “O desafio agora é desenvolvermos localmente novas soluções também para aplicações em câmbio, embreagem e suspensão”, aponta o gerente de engenharia Fabrício Teixeira.