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Sócios da Abeiva demitem 5 mil de abril a julho

A Abeiva, que reúne as importadoras de veículos que não têm fábrica no Brasil, contabilizou a demissão de 5 mil pessoas nas empresas e rede de concessionárias no segundo trimestre deste ano, informou o presidente da entidade, Flavio Padovan, durante a divulgação dos resultados do mercado de veículos importados na terça-feira, 14, em São Paulo. O executivo afirmou que o fechamento dos postos de trabalho começou a se intensificar em abril devido às dificuldades do segmento no mercado nacional.
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Redação AB

14 ago 2012

3 minutos de leitura

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“Até dezembro, estimamos o fechamento de mais 5 mil postos de trabalho, totalizando 10 mil demissões este ano”, disse Padovan, que também é presidente da Land Rover no Brasil.

O executivo acrescenta que de abril a julho, a rede de concessionárias que representam as 29 marcas foi reduzida de 880 para 737 revendas em todo o País. Se as 10 mil demissões se confirmarem em 2012, isso representará queda de 29% com relação a 2011, quando a Abeiva computava 35 mil trabalhadores em sua rede.

O motivo para as demissões apontado pelo executivo é a queda brusca nas vendas, que entre janeiro e julho recuaram 24,9% na comparação com iguais meses de 2011, para 81,7 mil unidades.

“Nossos negócios têm sido impactados pela combinação do aumento de 30 pontos porcentuais no IPI e a valorização cambial, com cotação do dólar que passou de R$ 1,70 para R$ 2,10.”

Para 2012, a entidade espera queda de 40% nas vendas sobre 2011, para 120 mil unidades.

Atualmente a Abeiva é formada por 29 membros: a entidade anunciou a saída da marca Effa em julho e a partir de agosto não mais computará suas vendas. A Effa representa no Brasil as marcas chinesas Hafei (utilitários compactos) e Shanghe (hatch M100).

MERCADO, COTAS E FÁBRICAS

A participação dos importados da Abeiva no total de veículos emplacados no País durante os primeiros sete meses de 2012 (1,98 milhão de unidades), caiu 1,53 ponto porcentual com relação ao mesmo período de 2011, de 5,65% para 4,12%. Considerando apenas veículos importados, incluindo aqueles trazidos pelas montadoras membros da Anfavea, a participação da Abeiva ficou em 17,7% e os da Anfavea representaram 81,9%.

Para tentar amenizar os impactos no mercado de importados, a Abeiva espera do governo a definição e anúncio de cotas de importação sem o aumento da alíquota. Padovan, que esteve há pouco mais de uma semana no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), afirmou que o ministro Fernando Pimentel sinalizou que deverá anunciar no fim deste mês as regras do novo regime automotivo, o que deve incluir os parâmetros para os importadores.

“Não sabemos o critério das cotas: se será estipulado por volume ou valor. O que posso dizer é que o governo vai privilegiar as empresas que vão investir no Brasil. Dependemos do anúncio do governo para decidir sobre novas fábricas. Antes de saber as regras do jogo, ninguém vai tomar nenhuma decisão”.

Assista abaixo à entrevista exclusiva de Flavio Padovan a ABTV: