
Atualmente, a maioria dos veículos da frota é entregue aos clientes por motoristas, mas a empresa já iniciou os testes do sistema de direção remota em Las Vegas, Nevada (EUA). E espera expandir esse piloto para os clientes até julho.
Para a operação com “menos humanos”, a Halo construiu seu próprio sistema de direção remota. Uma pessoa no escritório conduz o veículo em uma plataforma semelhante à usada pelos jogadores iRig de ponta. Só que com um carro de verdade na outra extremidade, com velocidade máxima de 40 km/h.
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Halo vai perder dinheiro antes de lucrar
Veículos autônomos têm sido a razão de muitos negócios de mobilidade fracassarem. De acordo com o site TechCrunch, um dos maiores exemplos é o da Uber, que investiu pesado na tecnologia antes de vender sua divisão autônoma para a Aurora.
No fim das contas, os Uber autônomos se mostraram muito difíceis de operar nas cidades e caros.
O fundador e CEO da Halo, Anand Nandakumar, afirma que ainda levará tempo para a tecnologia se tornar viável.
“Essa tecnologia levará mais de 15 anos para estar comercialmente pronta como um produto real e comercialmente viável”, admitiu Nandakumar em entrevista ao TechCrunch.
Segundo o executivo, a Halo deve perder dinheiro ao entregar esses veículos, mas vai recuperar as perdas quando o cliente dirigir o carro por US$ 12 a hora.
O valor é menor do que os preços oferecidos por empresas como Uber e Lyft, e os prazos de entrega devem ser equivalentes aos dos serviços de carona.
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O futuro da Halo
A Halo pretende entregar um carro a um cliente em seis a sete minutos. Ao ficar na posse do usuário, o veículo pode ser conduzido remotamente para onde for necessário ou simplesmente estacionado em uma vaga.
No futuro, para se aproximar ainda mais dos serviços de carona, a startup pretende introduzir locação só de ida. Hoje, todos os aluguéis são para ida e volta, e a entrega e a retirada acontecem no mesmo local.
Pegar o veículo em um local e devolvê-lo em outro significa que os clientes não precisarão encontrar estacionamento e eles poderão simplesmente sair do carro e deixá-lo seguir viagem “sozinho”.