
No total, as startups brasileiras somaram US$ 9,4 bilhões em investimentos em 2021. O montante é 2,5 vezes maior do que o volume registrado em 2020. Além do setor de mobilidade, destacaram-se também o de fintechs, que captou US$ 3,7 bilhões em 2021 em 176 aportes, o de retailtechs (US$ 1,3 bilhão em 87 transações), o de real estate (US$ 1,07 bilhão em 32 transações) e o de saúde (US$ 530 milhões ao longo de 69 negociações).
As startups em estágio inicial concentraram a maior quantidade de aportes. Foram 279 transações em fase Seed, somando US$ 320 milhões, e 200 transações em Pré-Seed, que arrecadaram US$ 47 milhões. As rodadas mais avançadas foram responsáveis pelos maiores volumes de investimentos. As 27 transações de série C do ano captaram US$ 2,04 bilhões, e as 51 rodadas de série B levantaram US$ 1,92 bilhão.
O ano também foi positivo para fusões e aquisições. 247 startups foram compradas ou fundidas por outras empresas, um recorde. A maior parte das transações foi realizada por outras startups, que pela terceira vez consecutiva superaram empresas incumbentes em aquisições. As mais procuradas foram as fintechs (44), martechs (27), retailtechs (26), edtechs (19) e healthtechs (19).
“A pandemia fez despertar nas empresas uma tendência que parecia estar no futuro, a digitalização do negócio e a integração com o ambiente físico”, afirmou em nota Gustavo Gierun, cofundador e CEO do Distrito. “Essa oportunidade de mercado, somada ainda à maturidade das startups brasileiras, atraiu também investidores nacionais e estrangeiros, que estão destinando fundos cada vez maiores para essa aceleração”, disse.