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Betim

Stellantis aplica lay-off para 1,8 mil funcionários de Betim

A Stellantis definiu a data do lay-off para a fábrica de Betim (MG), onde produz modelos Fiat. De acordo com comunicado divulgado na terça-feira, 28, a empresa suspenderá os contratos de trabalho de 1,8 mil funcionários da unidade por três meses a partir de 4 de outubro. A medida, informou a montadora, é decorrente da escassez de componentes automotivos no mercado, sobretudo semicondutores.
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Bruno de Oliveira

28 set 2021

2 minutos de leitura

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A empresa já preparava terreno para aplicar a medida trabalhista o mais breve possível, como, de fato, acabou acontecendo hoje. Na semana passada um acordo foi firmado com os trabalhadores da fábrica, acordo este que estabeleceu as bases para uma medida que se faz necessária em função das circunstâncias do mercado em termos de disponibilidade de peças.

A empresa informou que segue operando em dois turnos e que continuará em dois turnos. O que muda com o lay-off é que o segundo turno, o da noite, passará a ser operado por menos funcionários.

No acordo aprovado pelos trabalhadores de Betim está garantida a integralidade dos salários durante o tempo de lay-off adotado para funcionários que recebem até R$ 3,5 mil. Haverá reduções nos salários acima deste piso. Os planos médicos seguirão válidos e haverá pagamento de R$ 70,00 para custear a internet dos funcionários, que terão de participar de programa online de capacitação profissional.

A fábrica de Betim produz os modelos Fiat Mobi, Uno, Argo, Strada, Grand Siena e Doblò. Em breve, passará a produzir também o novo SUV da marca, o Fiat Pulse. A Stellantis é dona das marcas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, e é a terceira que mais perdeu produção em 2021 por causa da falta de semicondutores, mas em nível muito abaixo das concorrentes. No período a empresa precisou reduzir o ritmo nas linhas, mas não precisou fazer interrupções totais.

Desde que eclodiu a pandemia, a empresa paralisou a produção na unidade por 48 dias entre abril e maio de 2020. Em abril deste ano, concedeu dez dias de férias coletivas para parte dos funcionários da fábrica, 1,9 mil trabalhadores do segundo turno da linha de montagem. Em agosto, a falta de componentes levou a empresa a promover paralisação de um turno da unidade por dez dias.