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O planejamento inclui o lançamento de vários modelos na América do Norte e Europa, inclusive de marcas atualmente coadjuvantes dentro do próprio grupo.
Na semana passada, a empresa confirmou um investimento superior a US$ 406 milhões para modernizar suas fábricas e prepará-las para a produção de veículos elétricos.

Nos próximos meses, a Stellantis lançará quatro carros elétricos: os Jeep Wagoneer S e Recon, o Dodge Charger Daytona e a Ram 1500 REV.
Além disso, a estratégia da empresa prevê que duas de suas marcas vendam apenas veículos movidos a eletricidade. A Chrysler deve tomar essa medida até 2028, um ano após a eletrificação total da Alfa Romeo.
Modelos com autonomia estendida estão nos planos

Além dos carros elétricos, a Stellantis vai investir na eletrificação combinada a motores a combustão.
O primeiro modelo será a 1500 Ramcharger, cuja estreia está prevista para 2025. O sindicato de metalúrgicos revelou que o Wagoneer elétrico com autonomia estendida também pode ser fabricado a partir do ano que vem.
A mesma solução deve ser empregada em uma versão do Wrangler com lançamento programado para 2028.
Jeep promete que Renegade elétrico será acessível

Carlos Tavares, CEO da Stellantis, frisou que os carros elétricos da empresa precisam ser acessíveis para a classe média da maioria dos países onde atua. Nos Estados Unidos, por exemplo, a meta é que os modelos custem “aproximadamente US$ 25 mil”.
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A Stellantis espera que o novo Renegade, cujo lançamento deve ocorrer em 2027, deve estar dentro dessa faixa de preço – ou até abaixo disso. Pelo menos foi o que prometeu o CEO da Jeep, Antonio Filosa, em junho.
No mesmo mês, Tavares disse que o carro precisaria ser equipado com baterias de lítio-ferro fosfato para chegar a esse preço.
Essas baterias já equipam alguns modelos da Stellantis e são 25% mais baratas para serem fabricadas do que as baterias de íon-lítio adotadas na maioria dos carros elétricos da indústria.
“Se nós queremos proteger os empregos e a indústria nos Estados Unidos, precisamos encontrar condições de fabricar um carro elétrico de US$ 25 mil capaz de vender volumes significativos e proporcionar margens de lucro razoáveis de forma que garanta um mercado sustentável”, ponderou Tavares.
