
Mesmo com a queda do mercado de veículos pesados no ano passado, a Stoneridge, dona da marca Positron, teve o melhor resultado dos últimos cinco anos no Brasil em 2023. A companhia obteve um faturamento de R$ 380 milhões, uma alta de 12% no comparativo com 2022.
Segundo o presidente da empresa, Caetano Ferraiolo, no ano passado o segmento de OEM (itens originais para montadoras) representou 30% do faturamento. “Conseguimos compensar a queda no mercado de veículos comerciais com a melhora em OEM, em serviços e com a manutenção da receita no aftermarket e não perder em faturamento”, afirmou à Automotive Business, o executivo.
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Atualmente, a Stoneridge atua no fornecimento de sistemas eletrônicos para montadoras, principalmente de veículos comerciais, no aftermarket com assessórios e em serviços em transporte. Até 2017, de acordo com Ferraiolo, o maior negócio da companhia era em assessórios.
“Mudamos a estratégia depois de percebemos que as vendas vinham diminuindo nos mercados mais maduros. As montadoras passaram a colocar mais assessórios nos veículos e, com isso, entramos no mercado de OEM com uma série de produtos para veículos comerciais”, disse o executivo.
Em 2024, receita da Stoneridge deve crescer 10%
Para 2024, com a recuperação do mercado de pesados no Brasil, a companhia espera uma participação maior do segmento de OEM no faturamento anual. O executivo disse que o negócio de veículos comerciais deve representar cerca de 35% da receita da empresa neste ano. Serviços, segundo ele, outros 35% e o aftermarket 30%.
“No geral, vamos ter um pouco crescimento, de cerca de 10% na receita este ano. Com essa mudança de estrutura de negócio vamos depender muito da performance de vendas de veículos comerciais. Hoje, fornecemos soluções eletrônicos para todas as empresas instaladas no Brasil”, disse Ferraiolo. “O crescimento vai se concentrar em OEM e serviços.”
Investimentos em novos produtos
A Stoneridge fornece painéis de instrumentos, sistemas de áudio, módulo de telemática, de controle de portas para veículos comerciais. Com uma fábrica na Zona Franca de Manaus, a operação brasileira está entre os 10 maiores mercados da companhia no mundo.
“Estamos investindo na renovação do portfólio e para cada produto novo significa uma nova linha de produção. No ano passado, lançamos entre 6 a 7 novos sistemas e gastamos cerca de R$ 23 milhões nos novos produtos”, afirmou o executivo.
