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Caoa

Subaru acelera mais forte com o WRX

O lançamento do invocado sedã WRX tem potencial para acelerar mais forte as vendas da Subaru no mercado brasileiro. A expectativa do importador da marca no Brasil, o Grupo Caoa, é de emplacar cerca de 40 unidades por mês até o fim deste ano, sendo 30 a 35 da versão 2.0 mais comportada de 270 cavalos, ao preço de R$ 147,9 mil, e de 5 a 10 do superesportivo STI, um “envenenado original de fábrica” com motor 2.5 de 310 cavalos, por R$ 194,9 mil. “Começamos a faturar o carro este mês, mas já temos 30 pré-vendidos, sendo 12 STI. O cliente Subaru é muito fiel”, destaca Danilo Rodil, diretor de vendas da marca.
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pedro

31 jul 2015

6 minutos de leitura

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Se a projeção de vender 2,2 mil Suraru este ano for concretizada, 1,44 mil só neste segundo semestre, a participação do WRX no portfólio da marca no Brasil será em torno de 16% nos próximos seis meses somados. Mas a previsão, segundo Rodil, é ampliar os emplacamentos do modelo para 50 unidades/mês em 2016. “Temos um preço competitivo nesse segmento e vamos ter mais concessionárias no ano que vem”, justifica.

PEGADA ESPORTIVA

O WRX tem design sóbrio, que não chama muito a atenção para seu principal apelo: alta potência e desempenho esportivo. Por isso é perfeito para os apreciadores de performance que não querem (ou não precisam) mostrar isso para todos na rua. Está dentro do conceito do cliente que “compra o carro para ele e não para os outros”, como diz a campanha publicitária montada para a Subaru no Brasil.

A Subaru posiciona o carro sob o conceito “Força sob controle”, para mostrar que toda a cavalaria sob o capô é muito bem adestrada por tecnologias de última geração. O modelo nasceu da plataforma do Impreza em 1992 e foi desenvolvido com tração integral nas quatro rodas para as corridas de rali de velocidade – daí a sigla WRX, de World Rally eXperimental. A experiência deu certo e o WRX já venceu o campeonato mundial WRC por três vezes, transferindo assim a reputação de robustez, estabilidade e performance para a vida comercial do veículo.

Estratégia semelhante é usada para a versão esportiva STI, cuja sigla vem da divisão de preparação Subaru Tecnica International, que para refinar o WRX STI usou a pista das 24 Horas de Nürburgring (Alemanha), onde a marca japonesa conquistou o tricampeonato na edição deste ano, além de bater o recorde da Isle of Man TT Road Course (Reino Unido).

“É um sedã com pegada esportiva”, resume Flavio Padovan, diretor geral da Subaru no Grupo Caoa, que havia prometido trazer a nova geração do WRX, incluindo a versão STI, durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro de 2014. Em comparação com a versão antiga que já não é vendida no País há um par de anos, o WRX que chega agora ao mercado brasileiro ganhou em refinamento.

MUDANÇAS POR FORA E POR DENTRO


Design sóbrio esconde o desempenho esportivo do Subaru WRX

A carroceria ficou mais leve e a distância entre os eixos cresceu 22 milímetros, o suficiente para garantir um pouco mais de conforto a bordo. O espaço para pernas no banco traseiro cresceu 50 mm e a capacidade do porta-malas passou de 320 para 340 litros. Soleiras laterais mais baixas e as quatro portas com ampla abertura facilitam o acesso ao carro.

O motor continua a ser o já tradicional boxer da Subaru, com quatro pistões contrapostos na horizontal, o que diminui o centro de gravidade do bloco e contribui para aumentar a estabilidade do carro. O novo 2.0 denominado FA20 que equipa o WRX é turboalimentado e tem injeção direta de gasolina. Desenvolve potência máxima de 270 cv a 5.600 rpm e torque de 35,7 kgfm entre 2.000 e 5.200 rpm. Pela primeira vez esta versão do carro foi equipada com a nova transmissão automática Sport Lineartronic de oito velocidades, que também permite a troca manual nas aletas atrás do volante e conta com o programa Subaru Intelligent Drive (SI-Drive), para a escolha das características de direção em três modos: Intelligent, mais econômico, Sport e Sport Sharp, para tocadas mais esportivas.

O trem de força do WRX é harmonicamente ligado às quatro rodas pela tração integral Symmetrical All-Wheel Drive com distribuição variável de torque controlada eletronicamente. O modelo conta ainda com o sistema Active Torque Vectoring que, nas curvas, aplica leve pressão no freio da roda dianteira interna para reduzir as saídas de frente. Completa a inteligência artificial embarcada o controle de estabilidade e tração denominado Vehicle Dynamics Control (VDC), com três seleções de operação: Normal, Traction (para pisos irregulares ou escorregadios) e Off, que desliga o sistema para que gosta de “cantar pneus”. Na prática, toda a força bruta que vem do motor é domada por um pacote tecnológico bastante eficiente, que “cola” ao WRX ao chão mesmo em alta velocidade.


O interior do WRX com transmissão automática de oito velocidade (à esquerda) tem acabamento de alto padrão igual ao da versão mais esportiva STI, com a alavanca do câmbio manual de seis marchas no console central.

Na cabine o interior do WRX é bem acabado com revestimento de couro sintético no painel, volante e bancos. Os assentos dianteiros esportivos com regulagem elétrica são bastante confortáveis. Na parte central do painel está uma tela touchscreen de 6,2 polegadas, onde o motorista pode controlar o sistema de áudio, sincronizar o dispositivo com o celular por Bluetooth e visualizar a imagem da câmera de ré. Há ainda um outro display LCD de 4,3 polegadas na área superior do painel de instrumentos, que exibe informações do veículo e de sua condução, como pressão do turbo, sistema de ar-condicionado e computador de bordo.

O Subaru WRX é vendido em versão única com ampla lista de equipamentos de série, que inclui teto solar elétrico, faróis de xenônio, rodas 18” de liga-leve, bancos revestidos em couro, e ar-condicionado digital de dupla zona de temperatura.

WRX STI


O Subaru WRX STI de 310 cavalos: desenvolvido nas pistas de corrida

A pegada esportiva sobe de nível na versão STI do WRX, a começar pelo aerofólio traseiro que diferencia o modelo logo à primeira vista. O acabamento e a lista de equipamentos de série é praticamente igual. A maior diferença fica embaixo do capô: o motor 2.5 turbo com injeção direta de 310 cavalos a 6.000 rpm e torque 40 kgfm a 4.000 rpm. Na prática, significa que pisar forte no acelerador equivale a um coice que leva o sedã 0 a 100 km/h em apenas de 5,2 segundos, e logo mais à velocidade máxima limitada eletronicamente em 250 km/h.

Outra diferença importante é o câmbio manual de seis marchas, mais adequado aos ortodoxos da velocidade. E para parar o bólido a Subaro instalou freios Brempo de alta performance. Tudo ao gosto de quem gosta de acelerar e consegue encontrar algum lugar para fazer isso no Brasil. Também serve bem ao propósito de acelerar a reputação da imagem da Subaru no País.