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Sucessão de medidas congela vendas de implementos rodoviários

As medidas de incentivo anunciadas pelo governo ainda não foram capazes de impulsionar as vendas de implementos rodoviários, que começaram o ano em baixa por conta da retração da economia e do início do Proconve P7. A análise é da Anfir, associação que reúne os fabricantes do setor. A entidade avalia que os anúncios sucessivos de redução do custo dos financiamentos, em abril e depois em maio (leia aqui e aqui), tiveram como efeito imediato o congelamento das vendas.
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Redação AB

12 jun 2012

2 minutos de leitura

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-Confira aqui a tabela completa com o desempenho dos fabricantes de implementos rodoviários.

Em comunicado, o presidente da organização, Alcides Braga, aponta que “os pacotes de incentivo são bem vindos, porém o primeiro conjunto de medidas, em abril, ainda nem havia sido absorvido pelo setor quando foi baixado o segundo no mês seguinte.” Diante das mudanças nas regras, os clientes acabaram cancelando pedidos realizados recentemente para fazer outros e se beneficiarem das novas condições. Dessa forma, as medidas não trazem efeito positivo no curto prazo. Na visão da Anfir, o impacto na indústria deve ser percebido a partir do fim deste mês.

DESEMPENHO NEGATIVO

A associação também tem dúvidas de que o provável saldo positivo dos próximos meses possa salvar o resultado do ano, que começou em queda. Entre janeiro e maio a produção de implementos rodoviários diminuiu 6,3% na comparação com o mesmo intervalo de 2011, para 69,8 mil unidades. A diminuição tem reflexo direto no faturamento das empresas. A maioria dos equipamentos é fabricada por encomenda e, por conta disso, não há sobras significativas na produção.

A linha pesada, que inclui reboques e semirreboques, puxou a queda. Com 21,3 mil unidades, as vendas diminuíram 11,3%. O maior tombo foi registrado pelos fabricantes de tanques de alumínio, de 60%. Os negócios com tanque de carbono e de inox também tiveram reduções grandes, de 34,7% e de 39%, respectivamente.

A retração foi menos severa no segmento de carrocerias sobre chassis, de 3,8%, para 48,5 mil unidades. O melhor desempenho foi anotado nas vendas de tanque, que cresceram 9,5% no período. As vendas de baú lonado tiveram a maior baixa, de 40,6%.