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Suframa quer avançar com novo PPB para motos

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) vem definindo ajustes para o Processo Produtivo Básico (PPB), conjunto de normas que rege a produção em Manaus, inclusive de motocicletas, e permite a maior ou menor quantidade de componentes importados. Em recente entrevista a uma emissora de rádio, o superintendente adjunto de projetos da autarquia, Gustavo Igrejas, afirmou que a utilização de componentes importados elevou-se de alguns anos para cá de 25% para 36%.
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05 abr 2013

2 minutos de leitura

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A situação atinge diretamente o Polo Industrial de Manaus (PIM), onde há fabricantes de motos e de componentes também (são 46 fabricantes de motopeças). E como a produção de motocicletas caiu 20,9% em 2012, toda a cadeia foi afetada. A mudança das regras não vai agradar a todos: “O PPB atual entrou em vigor em julho do ano passado. As matrizes de nossas fábricas no exterior têm dificuldade de aceitar essas mudanças de regra”, afirma o diretor-superintendente industrial da Harley-Davidson, Celso Ganeko.

A Abraciclo, associação que representa fabricantes do setor, confirma a resistência dos associados. “Não somos contra, mas é preciso ponderar o tempo, a vigência das novas regras”, afirma presidente da entidade, Marcos Szaven Fermanian, sobre a necessidade de prazo pelas associadas. A entrada em vigor do novo PPB ainda não está definida porque depende de consulta popular, o que implica ouvir fabricantes de motos e de peças. Pode ocorrer no primeiro semestre deste ano ou somente em 2014.

A grande dependência de componentes importados para as motocicletas com cilindrada acima de 450 cc preocupa a autarquia. Além da utilização de itens locais, o novo PPB defende o aumento de etapas de produção local. Uma das regras atuais exige soldagem do chassi para motocicletas com cilindrada até 450 cc cuja produção supere 20 mil unidades atuais. O novo PPB pode baixar para 10 mil unidades essa exigência.

Recentemente, a Suframa discutiu com fabricantes de componentes e representantes do Estado do Amazonas a necessidade de aumento da utilização de pneus, câmaras de ar e chicotes elétricos de procedência nacional.

Com as mudanças implantadas, as fábricas também terão a ganhar: “há um conjunto de entraves, desde questões burocráticas até de logística e qualificação específica de trabalhadores, que impactam negativamente os custos das empresas e, com isso, afetam a competitividade do segmento. A ideia é fazer o necessário para que esses entraves sejam solucionados a partir de medidas práticas e efetivas. Vamos fazer um quadro de ações, estabelecer um cronograma e acompanhar a execução em busca dos resultados”, afirma Gustavo Igrejas.