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Suíça Glencore no mercado brasileiro de etanol

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Redação AB

03 dez 2010

2 minutos de leitura

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Agência Estado

Foi fechada na terça-feira a venda de aproximadamente 70% da usina de etanol Rio Vermelho, de Junqueirópolis (SP), para a trading suíça Glencore. O valor do negócio é superior a US$ 80 milhões. Procurada, a Glencore não comentou o assunto. A aquisição marca a entrada da Glencore na operação de etanol no Brasil. A empresa suíça comercializa grandes volumes de metais, petróleo, carvão e produtos agrícolas e tem mais de 50 mil empregados diretos e indiretos em mais de quarenta países.

Nas próximas semanas, a Glencore definirá o novo plano operacional da Rio Vermelho. Desde outubro, o executivo Jean Lesur, que já trabalhou na usina de álcool Infinity Bio-Energy, tem se dedicado à transição entre a administração da família Garieri, os ex-controladores da Rio Vermelho, e a administração da Glencore. Seu nome é cotado para a posição de presidente da usina.

No negócio, a Rio Vermelho foi assessorada pelo escritório de advocacia Demarest & Almeida e pela divisão de corporate finance da consultoria Czarnikow Group. De seu lado, a Glencore foi assessorada pelo Mundie e Advogados. Atualmente, a Rio Vermelho produz apenas etanol hidratado, mas a estratégia é equipá-la rapidamente para produzir açúcar, um dos principais produtos comercializados pela Glencore no mercado internacional.

Criada em 2007, a usina Rio Vermelho tem capacidade de produção de até 1,3 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. Nos últimos dois anos, porém, foi atingida duramente pela crise financeira mundial, chegando a demitir grande parte dos funcionários no auge da depressão. O negócio com a Glencore foi a saída encontrada pela família Garieri, que ainda ficará com cerca de 30% da empresa e mantém investimentos em outras áreas do agronegócio, como a plantação de laranja. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.