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Surfando no mercado de trabalho

O mercado está meio esquisito. Num compasso de espera. Muita gente mandando CVs, poucos clientes contratando. Não houveram demissões como aconteceu na crise de 2008, pois a retomada econômica forçou as empresas a contratarem quase a totalidade dos que foram demitidos. O custo das dispensas seguidas de recontratações pesou no orçamento. Soma-se a isso a carência de bons profissionais. Ninguém quer perder seus talentos para a concorrência.
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Redação AB

04 jul 2012

2 minutos de leitura

Acordos inéditos foram feitos para redução da jornada de trabalho, com redução proporcional de salário, mostrando que sindicatos e empresas estão alinhados para enfrentar essa entressafra.

A central de notícias conhecida como rádio peão formula diversas teorias para o momento econômico. Com sucursais em diversas empresas do país, os rumores fluem livremente, criando insegurança a todos que dependem de seus empregos para viver.

Recebo muitos telefonemas de profissionais que querem triangular a informação, buscar um rumo, saber se é hora de buscar uma nova colocação, disponibilizar-se, ou aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

Não existe seguro para ninguém. Nenhum emprego é para sempre. Quantas vezes ouvi, nos meus 51 anos, noticias de que a empresa X ou Y iria fechar. Outras, sair do país. Vimos na crise passada montadoras beijarem a lona e rapidamente se reerguerem. O mercado é dinâmico e os empregos dele originários também.

No surf, não é possível controlar as ondas. As condições meteorológicas, a geografia e outros fatores influem na arrebentação. Aos surfistas, cabe surfar, dominar a técnica, aperfeiçoa-la. Caiu? Suba na prancha e espere a próxima onda.

Os rumores da rádio peão, certos ou errados, só amplificam os medos daqueles que gastam mais tempo tentando influir nas ondas quando deviam estar preocupados em surfar.

Um dos fatores predominantes do stress é a falta de controle. Uma regra básica é preocupar-se apenas com os fatores que você controla. Os demais não são influenciados por você e por isso devem ser deixados de lado.

Quando as interferências externas causam desconforto, é hora de parar, refletir e, na jornada do autoconhecimento, buscar o equilíbrio, a paz e a harmonia que só você pode trazer à sua vida.