
Otimista com sua volta ao Brasil, a SsangYong, que anunciou o retorno ao mercado brasileiro em setembro (leia aqui) confirma o lançamento de seus primeiros quatro novos modelos no País para o primeiro trimestre de 2018: os SUVs Korando, Tivoli, XLV e a picape Actyon estarão na rede de distribuição em faixa de preço que começa em R$ 85 mil e vai até R$ 150 mil.
Segundo o diretor de operações da SsangYong no Brasil, Marcelo Fevereiro, os modelos estão em fase final de homologação, por isso os preços ainda não estão totalmente definidos. A expectativa é que eles cheguem no varejo de forma simultânea. “Faremos o lançamento oficial para a rede provavelmente em dezembro e estarão todos disponíveis já no primeiro trimestre”, reforça.
Cada modelo terá duas versões, uma de entrada e a outra topo de linha, com o mesmo powertrain. Ainda não estão definidos os pacotes de itens de série ou opcionais. “O que dá para adiantar é que exceto a picape Actyon, todos terão direção elétrica progressiva e as versões topo de linha terão aspectos adicionais de conforto e design”, afirma o executivo.
Além desses, a SsangYong também confirma a chegada de mais um veículo para o Brasil, o novo Rexton: apresentado durante o Salão de Seul, na Coreia do Sul, em março deste ano, o SUV tem sua estreia mundial marcada para 2018.
“A matriz já havia investido quase US$ 1 bilhão e neste anunciou mais US$ 900 milhões em desenvolvimento, engenharia e design”, conta Fevereiro.
Parte desse aporte deve sustentar os próximos passos da empresa no Brasil, onde, segundo o executivo, estão previstos o desenvolvimento local de tecnologia para motores flex. “Deve chegar em época próxima ao Salão do Automóvel, junto com o lançamento do Rexton”, revela. “Teremos atualizações dos modelos que vão desembarcar no mercado brasileiro, mas isso não quer dizer que vamos sair mudando o design técnico de um produto já no primeiro ano de mercado”, alerta, apontando que a empresa não pretende trazer imediatamente as novidades que estão em desenvolvimento. A montadora já trabalha com inovações nas áreas de transmissões automáticas para toda a linha, novas motorizações e projetos para o futuro, focados em conectividade, downsizing com alta eficiência e propulsão elétrica.RECOMEÇO
No Brasil, além de conquistar novos clientes, a SsangYong terá a difícil tarefa de trazer antigos consumidores de volta, uma vez que a imagem da marca ficou manchada pelo abandono do negócio em 2015 da então importadora Districar, após ter vendido 16,5 mil veículos no País.
Para isto, a rede de distribuição segue em fase de nomeação, afirma Fevereiro, o que para ele é o maior desafio. “Até agora estamos com 16 oficinas de pós-venda credenciadas e até o fim do primeiro semestre do ano que vem serão 30 pontos de venda, incluindo showroom e oficinas, e 50 no fim do ano”, prevê. “O maior desafio é resgatar o cliente. Estamos começando pelo pós-venda, acreditando ser o jeito correto de começar um produto”.
Sobre o mix de vendas, Fevereiro aponta que a picape média Actyon deve representar a maior fatia do volume total de vendas que estima para 2018, de 3 mil unidades. “Ela tem grande potencial, até pela faixa de preço”, afirma. Equipada com motor 2.2 turbo de 178 cv, Euro 6, o veículo traz transmissão automática de seis velocidades com tração part-time, que permite trocar de 4×2 para 4×4 por meio de um toque no botão. O preço estimado está entre R$ 120 mil e R$ 135 mil.
Já o SUV compacto Tivoli deve ser o segundo mais vendido pelas projeções da SsangYong. Com motor 1.6, gasolina, entrega 128 cv e também virá com transmissão automática de seis velocidades e trocas sequenciais, com tração dianteira 4×2. Um dos sucessos da marca na Europa, o modelo ganhou 4 estrelas nos testes de colisão do Euro NCAP. Por aqui, seu preço é estimado entre R$ 85 mil e R$ 100 mil.
Derivado do Tivoli, o XLV é exatamente o mesmo carro, acrescentando apenas traseira alongada com porta-malas de 720 litros de capacidade. O SUV compacto vem com bancos traseiros bipartidos podendo ser dobrados 40/60 ou totalmente, além de área de armazenagem oculta sob o tapete. O motor é o mesmo do irmão menor Tivoli. Os preços devem variar de R$ 90 mil a R$ 105 mil.
Por sua vez, o Korando traz o mesmo motor da picape Actyon: turbo diesel 2.2 Euro 6 com 178 cv e a mesma transmissão automática de com trocas sequenciais. Seu acabamento interior chama a atenção: bancos de couro, ar-condicionado digital, partida por chave presencial start/stop, direção elétrica. Em segurança, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas e luzes diurna em LED. É o mais caro da família: estará posicionado entre R$ 135 mil e R$ 150 mil.
A partir da esquerda em sentido horário: picape Actyon, Tivoli, Korando e XLV