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Taiwanesa Luxgen quer vender seus carros e ter fábrica no Brasil

Depois das montadoras chinesas, é a vez de uma fabricante taiwanesa fazer sua investida no mercado nacional. A Luxgen, marca natural do país criada em 2008, planeja iniciar operação no Brasil, com intenção de construir uma planta industrial para produzir localmente. “Já definimos que queremos entrar na América Latina. Como a logística é muito complicada, temos a intenção de abrir uma fábrica”, revelou Jeffrey Chen, gerente de desenvolvimento de negócios internacionais da companhia.
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Giovanna Riato

29 jul 2013

2 minutos de leitura

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O executivo considera também a possibilidade de produzir carros da Luxgen no México, mas dá preferência à operação brasileira. “Uma planta mexicana seria interessante para exportar para os Estados Unidos. Esse passo, no entanto, ficará para o futuro. Com o novo acordo automotivo, não seria vantajoso construir fábrica lá para exportar para o Brasil”, avalia, considerando as cotas de importação que limitam os volumes que podem ser trazidos do México para o mercado interno.

O plano ainda é vago, sem agenda ou prazos definidos. Antes de desenhar a estratégia para a América Latina, a companhia pretende amadurecer os negócios nos países em que está presente: Taiwan e China. A empresa estrutura ainda sua operação no mercado russo, que tem lançamento previsto para setembro deste ano.

Chen esclarece que a organização enfrenta um gargalo na área técnica de pesquisa e desenvolvimento, que emprega atualmente em torno de 500 profissionais. Para chegar a outros mercados, é essencial ampliar gradativamente essa área para conseguir atender as necessidades de cada região. “Para o Brasil teremos de adaptar o carro ao combustível local”, aponta. Mesmo sem ter os planos formatados, o executivo já entende que um crossover seria uma boa opção para a estreia da marca no País.

MARCA PREMIUM NA ÁSIA

Apesar de jovem, a empresa nasceu com grandes ambições. A marca é controlada pelo Grupo Yolon, que detém participação em uma série de fabricantes de veículos, incluindo as japonesas Nissan e Mitsubishi. O volume de vendas ainda é baixo, com cerca de 5 mil unidades mensais. Apesar do número modesto, já é possível ver diversos veículos da marca rodando nas ruas de Taipei, capital de Taiwan.

Por enquanto, o portfólio de produtos inclui cinco modelos, entre sedã, utilitário esportivo e multivan (MPV). Este último tem uma versão familiar, uma configuração voltada ao transporte de executivos e a terceira com propulsão elétrica.

Os modelos pretendem materializar os preceitos que dão nome à marca: luxo e genialidade. No mercado asiático os carros são posicionados na categoria premium e oferecem uma série de tecnologias. Entre elas estão janelas com vidros de transparência regulável, uma série de câmeras que permitem monitorar objetos à frente do veículo em estradas escuras e alerta caso o condutor transponha a faixa de rodagem involuntariamente. A empresa tira vantagem dos fornecedores locais, especializados em eletrônica veicular.