
Um grupo de fornecedores de itens de segurança do país – Autoliv, Key Safety Systems, Flex-N-Gate e Daicel – se reuniu com o Bain Capital. As companhias estariam participando de reuniões com montadoras instaladas no país com a proposta de que o grupo se junte para formalizar pedido de concordata para a operação da Takata na região. As empresas estariam preocupadas com a dificuldade da companhia japonesa para atender ao recall e arcar com outras despesas.
A companhia, por sua vez, estuda suas opções. Só em 2015 o valor de mercado da organização caiu 72%, para US$ 271 milhões. Desde o início do megarecall por causa dos airbags problemáticos a companhia já vendeu todas as ações que tinha de montadoras japonesas para levantar capital, incluindo Honda, Toyota e Nissan. Outra medida foi vender a divisão de interiores.
Para entender qual passo tomar agora, a Takata contratou a consultoria financeira Lazard e a firma de advogados Weil Gotshal & Manges. O plano é pesar as opções, considerando inclusive a concordata ou a venda de todo o negócio para que seja possível continuar entregando componentes às montadoras, além de arcar com os custos do imenso recall, que pode persistir pelos próximos anos.
A estimativa é de que a empresa tenha vendido mais de 100 milhões de airbags defeituosos a pelo menos 10 montadoras, incluindo Volkswagen, Honda e General Motors. Os dispositivos ficam instáveis com a exposição ao calor e à umidade por longo período. Em caso de colisão o alojamento metálico que abriga o inflador da bolsa de ar pode se romper e projetar fragmentos no habitáculo do carro. O problema está relacionado a 17 mortes globalmente.