
| NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR | ||||||
| RSS | WebTV | Revista | Mobile | Rede Social | ||
O presidente da TAM, Líbano Barroso, se diz confiante que o governo fará os investimentos necessários em infraestrutura para fazer frente à maior demanda pelo transporte aéreo, mercado que deve crescer em torno de 18% em 2010, conforme o executivo. A expectativa para os próximos 20 anos é de crescimento médio anual de 9% a 12%. “Mais próximo de 9%”, afirmou o presidente da TAM, em evento para anunciar as estratégias da companhia para atrair clientes que viajam a lazer.
Líbano fez esse comentário após ser questionado se os esforços de popularização deste meio de transporte podem fracassar diante da estrangulada infraestrutura aeroportuária e de controle de tráfego aéreo. Vários especialistas em aviação acham inevitável, no caso de persistirem as atuais limitações na infraestrutura, que as empresas aéreas tenham de controlar a demanda crescente por passagens via aumento de preços.
“O governo está sensível à importância do setor aéreo e tem investimentos programados para os principais aeroportos. Além disso, a Infraero instalará terminais pré-fabricados para atender ao aumento da demanda no curto prazo”, afirmou. Ele também disse que há espaço para aumentar a ocupação dos voos fora dos horários de pico, entre 10h e 16h e das 20h às 6h, o que independe de novas medidas estruturais. “E, para o futuro, o aumento da frota de aeronaves no mercado está condizente com o crescimento da demanda.”
Quando indagado se a TAM pode sofrer de problemas semelhantes ao que vivenciou recentemente a Gol, com atrasos e cancelamentos de voos em cadeia, Líbano limitou-se a dizer que contratou 1.400 pessoas nos últimos meses, dos quais 500 são comissários de bordo e 88 pilotos. Ele rechaçou a hipótese, aventada por muitos especialistas, de que falte mão-de-obra qualificada no médio prazo, quando as frotas tiverem recebido todas as aeronaves encomendadas recentemente. Há quem diga que o mercado precisa começar a pensar em um plano de qualificação para compor seus quadros e que no segundo semestre de 2011 já possa existir dificuldade em encontrar pilotos.