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O governo anunciou recentemente investimentos de mais de R$ 6 bilhões para acabar com os gargalos nos aeroportos das cidades que vão receber jogos da Copa do Mundo, em 2014. Para Bologna, isso mostra pelo menos que o governo agora se conscientizou de que há realmente problemas de infraestrutura, e mostra disposição para resolver o problema.
Segundo o executivo, não falta dinheiro para os aeroportos. “Todos os fundos de infraestrutura do Brasil e do mundo querem participar, e também há recursos do PAC para isso”, diz. O problema, segundo ele, é definir o modelo, se será público, privado, público-privado, se as empresas aéreas poderão participar. “Nós realmente queremos fazer parte”, diz. “Não para ser donos de aeroporto. Mas para ter um assento na governança.”
A primeira definição nessa área foi para o aeroporto de Natal, São Gonçalo do Amarante, cuja operação deve ser concedida à iniciativa privada. Nesse aeroporto, as empresas aéreas poderão ter uma fatia de até 10%. “Com isso, já dá para participar da decisão”, diz Bologna. “Dependendo do modelo, se deixar só na mão de alguém que quer apenas retorno sobre o investimento, ele pode jogar um nível de tarifa muito alto, o que vai afetar os nossos clientes e a nossa operação.”
O executivo lembra, porém, que quanto mais liberalizante for o modelo escolhido, mais aumenta a necessidade de uma agência reguladora forte – nesse caso, a Anac. “Ela é que vai procurar fazer com que as eficiências do aeroporto sejam transferidas ano a ano para a tarifa”, diz. Mas lembra que teve país que adotou isso e não deu certo. “No México, foi um desastre. Porque a gente sabe que agências reguladoras em países com características como as do México, e também do Brasil, é difícil dizer que sejam independentes. Elas são vinculadas a um ministério, e, no final do dia, estão vinculadas a um interesse político.”
Fonte: Agência Estado, com informações de Alexandre Calais e Melina Costa, de O Estado de S. Paulo.