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Tata lança o Nano e já aceita encomendas

Não se repetiu o impacto de 10 de janeiro de 2008, quando o mundo ficou surpreso ao ver o carro pela primeira vez diante das câmaras de televisão. O relançamento do Nano ontem em Mumbai, na Índia, foi um déjà vu. O carro mais barato do mundo não chegou aos jornalistas e concessionárias e havia até agora um cuidado em evitar um contato íntimo com o projeto e suas soluções. Mas o veículo de 3,1 metros de comprimento, quatro portas, motor de 624 cc, dois cilindros e 33 cavalos, tração dianteira, velocidade máxima de 105 km/h e consumo de 23 km/litro já foi esmiuçado a meia-distância.
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cria

24 mar 2009

3 minutos de leitura

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Os fatos novos que envolvem o relançamento estão relacionados ao sorteio das cem mil primeiras unidades entre os interessados, às dificuldades financeiras enfrentadas pela Tata Motors após a aquisição da Land Rover e Jaguar e, ainda, à improvisação de uma linha de produção para a montagem do Nano.

No website www.tatanano.com já é possível fazer a reserva do veículo. O preço varia em função da cidade indiana escolhida e de algumas características.

O Nano chegará aos indianos com atraso superior a seis meses, depois do transplante da fábrica do local originalmente escolhido para Gujarat, em razão de conflitos com fazendeiros. Os pedidos de reservas serão recebidos de 9 a 25 de abril, mas os candidatos terão que esperar possivelmente até julho para receber o veículo.

Ratan Tata, presidente da Tata Motors, aproveitou o cenário de crise para mostrar ao mercado que tem uma boa solução para enfrentar tempos difíceis. No futuro, ele pretende levar o Nano a mercados mais sofisticados que o indiano, como o europeu e o norte-americano. No recente Salão do Automóvel de Genebra foi exibido um modelo com alguns requintes, como ar condicionado e uma dose maior de eletrônica.

O Nano não custará os US$ 2 mil ao consumidor final. Este é o preço FOB, na saída da fábrica, sem frete e taxa de intermediação dos concessionários. O preço final estará ao redor de US$ 2.600 e o cliente terá de pagar por qualquer item de conveniência que agregar ao carro. Os únicos opcionais de fábrica são ar condicionado e vidros elétricos – tudo mais, incluindo rádio, rodas de alumínio e espelho retrovisor para o passageiro, deve ser adquirido na concessionária.

Vários especialistas já afirmaram que o Nano não é um veículo adequado para a realidade brasileira. Se for importado dentro das condições de segurança e normas de emissões locais, custaria cerca de US$ 6 mil depois do pagamento de impostos.

Entre as soluções para tornar o Nano um carro ultrabarato estão o emprego de apenas um limpador de para-brisa, o abastecimento de fluidos e até da gasolina no compartimento sob o capô (não há tampa externa do reservatório de combustível); apenas um espelho retrovisor, para o motorista; e a tampa traseira fixa, já que o acesso ao porta-malas é feito dobrando internamente os bancos traseiros; simplificação da fixação das rodas, com apenas três parafusos.